Rynaldo Papoy: Suicídio Espiritual - 15 Anos Depois
fevereiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Vai começar
SUICÍDIO ESPIRITUAL - 15 ANOS DEPOIS
Primeira exposição e seminário.
Ponto de Cultura Parque Continental
Rua Paulo Freire, 39B - Parque Continental 2
Guarulhos/SP
22 de fevereiro de 2008
19 horas
Primeira exposição e seminário.
Ponto de Cultura Parque Continental
Rua Paulo Freire, 39B - Parque Continental 2
Guarulhos/SP
22 de fevereiro de 2008
19 horas
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Decisão importante
Os manuscritos originais do livro permanecerão expostos no Ponto de Cultura do Parque Continental, ao longo de 2008.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Acordar
Sair de casa
Voltar
Dormir
2 3 4 5 6 s d
Acordar
Nadanadanadanadanadanadanadanadanadanadanadanadanadananada
Euep /// Peue
Por que isso tudo?
///
É calor quente, sim, é calor quente
É poema concreto, sim, é poema concreto
Sem querer, sim, sem querer
Não querendo, não, não querendo
Sorvete del
Não chore pelo erro
Sorvete de limão é para tonturas.
A carne.
A carne em contato com outra carne.
A carne.
A carne não apenas em contato com outra carne.
A carne.
A carne produzindo
oRgasmos.
gozos.
gols.
gás.
gs.
emido
espera melhor invento daquele otário
chamado Rynaldo?
[Este é o último poema do livro]
Sair de casa
Voltar
Dormir
2 3 4 5 6 s d
Acordar
Nadanadanadanadanadanadanadanadanadanadanadanadanadananada
Euep /// Peue
Por que isso tudo?
///
É calor quente, sim, é calor quente
É poema concreto, sim, é poema concreto
Sem querer, sim, sem querer
Não querendo, não, não querendo
Sorvete del
Não chore pelo erro
Sorvete de limão é para tonturas.
A carne.
A carne em contato com outra carne.
A carne.
A carne não apenas em contato com outra carne.
A carne.
A carne produzindo
oRgasmos.
gozos.
gols.
gás.
gs.
emido
espera melhor invento daquele otário
chamado Rynaldo?
[Este é o último poema do livro]
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Aí vou lembrar de quando imaginava nossa foda...
Rirei: "A porra aconteceu mesmo!"
Você não é minha amiga.
Se fosse.. coitada... nem vou explicar.
Não tem nada a ver comigo.
Se fosse minha amiga eu teria-lhe conhecido ontem.
Eu afasto as pessoas com meu olhar anti-carismático.
Mesmo assim nós nos cruzamos há séculos.
Falamos de bobagens outro dia, enquanto você esperava o trem.
É tudo muito estraho.
Depois que gozo, após as punhetas que você provoca em mim,
Sinto uma espécie de nojo.
Mas aí o nojo passa e volto a ficar maluco
Pela esperança de uma trepada.
Nem que seja uma daquelas artificiais,
Nem que - ha, ha - você pegue no meu pipi e extraia a tripa da barata.
Outro dia você esperava o trem e eu fiquei olhando sua boca
Imaginando sua língua lambendo bem de levezinho minha glande...
Foi foda. Corri ao banheiro da estação, como semprísssimo, há séculos!
Onde-como aconteceria?
Talvez eu cometa um estupro, como naqueles filmes ingleses.
Deixando o onde-como para lá.
Definitivamente este poema não será uma de minhas obras-primas.
Mas o tema é interessante e vou continuar.
Continuar, porra nenhuma, vou é imediatamente bater uma punheta!
[Publicado no livro como "Poesia Onânica", este é o penúltimo poema]
Rirei: "A porra aconteceu mesmo!"
Você não é minha amiga.
Se fosse.. coitada... nem vou explicar.
Não tem nada a ver comigo.
Se fosse minha amiga eu teria-lhe conhecido ontem.
Eu afasto as pessoas com meu olhar anti-carismático.
Mesmo assim nós nos cruzamos há séculos.
Falamos de bobagens outro dia, enquanto você esperava o trem.
É tudo muito estraho.
Depois que gozo, após as punhetas que você provoca em mim,
Sinto uma espécie de nojo.
Mas aí o nojo passa e volto a ficar maluco
Pela esperança de uma trepada.
Nem que seja uma daquelas artificiais,
Nem que - ha, ha - você pegue no meu pipi e extraia a tripa da barata.
Outro dia você esperava o trem e eu fiquei olhando sua boca
Imaginando sua língua lambendo bem de levezinho minha glande...
Foi foda. Corri ao banheiro da estação, como semprísssimo, há séculos!
Onde-como aconteceria?
Talvez eu cometa um estupro, como naqueles filmes ingleses.
Deixando o onde-como para lá.
Definitivamente este poema não será uma de minhas obras-primas.
Mas o tema é interessante e vou continuar.
Continuar, porra nenhuma, vou é imediatamente bater uma punheta!
[Publicado no livro como "Poesia Onânica", este é o penúltimo poema]
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Psico-Gosma
Sábado, qualquer coisa de janeiro de qualquer ano.
Descanso em paz em minha casa,
Aquela que não é minha.
O Jack Stress mandou um telegrama avisando
Que vai chegar.
A espinha da minha cara já estrepou-se.
O suor vem do calor quente do sábado,
do calor quente do sol do sábado,
do calor quente do Sharp CP - 18B
Speaker System,
Da lembrança do futuro do que nada se viu,
Da garota do futuro do que nada se vê
E se sonha ingenuamente.
My same eyes looking for you
É um verso tarzânico em inglês.
Não sei falar alemão.
Nem francês, nem japonês.
Sânscrito.
Pessoas em todo o canto. Isso
É triste.
Pessoas por perto e por longe,
Por todos os lados,
A poluição humana
Psico-dismenorréica,
Psico-gósmica.
E os sentimentos?
Notórios, notórios, notórios...
Descanso em paz em minha casa,
Aquela que não é minha.
O Jack Stress mandou um telegrama avisando
Que vai chegar.
A espinha da minha cara já estrepou-se.
O suor vem do calor quente do sábado,
do calor quente do sol do sábado,
do calor quente do Sharp CP - 18B
Speaker System,
Da lembrança do futuro do que nada se viu,
Da garota do futuro do que nada se vê
E se sonha ingenuamente.
My same eyes looking for you
É um verso tarzânico em inglês.
Não sei falar alemão.
Nem francês, nem japonês.
Sânscrito.
Pessoas em todo o canto. Isso
É triste.
Pessoas por perto e por longe,
Por todos os lados,
A poluição humana
Psico-dismenorréica,
Psico-gósmica.
E os sentimentos?
Notórios, notórios, notórios...
terça-feira, 4 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
O Corpo
A terra é redonda e suja, cheia de micróbios e marrom, acordo sempre com ela na boca.
Como terra, bebo terra e como sempre sou burro.
Na terra longínqua e distante e bastante longe:
Me dá vontade de matar.
Frases alucinadas me vêem à mente - há gordura e loucura em minha barriga.
Gostaria de falar com uma pessoa
E dizer algumas palavras alucinadas completando frases alucinadas
E outras com pontos, muitos pontos de interrogação:
Acredita que havia música, muita música?
Onde pessoas dançavam!
"Meu amor me deixou... em casa", acho que ouvi em algum lugar.
Será que eu mesmo disse [pensei]? Se eu confirmasse isto
Estaria sendo tão ridículo como quando confundi o cru com o cuzido.
Eu vi o pecado.
Calculo idades. E isso gera incompreensção.
Errado antes ou errado agora?
Olha lá, hein? Chuto [baseado na mais concreta dedução] no errado antes.
Vitaminas são balinhas. Apenas .
Aliás, o seu cabelo está bastante diferente.
E isso me lembra que já há uma hora é madrugada.
Por enquanto tenho apenas [ainda] seis horas para dormir.
Eu gostaria de ser beijado na boca.
Lá mesmo, onde nossas línguas se encontrariam - que tesão... [ nem preciso falar, né?]
Depois era difícil acreditar na mudança.
Pensei: "Caralho!"
E apenas algumas trocas de olhos.
Sem falar nos docinhos.
Dá-me vontade de fazer mijo e falar palavrões.
Porque quando canto sinto-me como se vomitasse.
As garotas dançam com apenas alguns garotos.
E alguns dos já alguns são bem filhos da puta. Em vários sentidos.
Pessoas têm dentes: tortos, muito tortos.
Dentes a mais, dentes a menos... que importa? São apenas dentes.
Sim, meu querido, eu quis logo voltar para casa.
E toda vez me vêm frases.
Ou versos... ha, ha, ha, ha...
Mais tarde pensei:
Há uma boca a ser beijada...
E não foi beijada, nenhuma das outras também.
E então eu pensava:
Dava-me vontade de cometer um beijo; e não só um beijo, também agarros!
Ah, meu querido, o agarro... Para que servem "love songs"?
Deu até para pagar o jantar.
E, meu Deus!
Por que nunca fico só lembrando [imagine-me repetindo esta palavra várias vezes]?
Foi demais, cara, quase nossos corpos fundiram-se.
Porra, a lembrança me dá vontade de gritar.
Agora já estou assimilando os dois pequenos momentos eternos.
Viraram passatempos mentais.
Que músicas eram?
É cômico: nem percebi as músicas...
Um dia beijarei-te?
Só gostaria de sentir o gostinho.
Você agiria feito uma idiota comigo também?
Deus do céu, você sabe melhor do que eu do meu ponto fraco.
Se meus inimigos descobrem...
Puta merda, você deve ser demais como corpo humano.
Quanto ao seu cérebro, você deve ter nascido em Cubatão, naquela fase crítica.
Ou talvez dá-lhe Jardim-da-Infância.
Ou talvez loucura. Você sabe melhor do que eu.
Pelo amor de Deus...
Gozado, não penso mais em sexo [não é antítese];
Não , é claro, eu penso em sexo. Mas não com você.
"...infantilmente como é saboroso..."
Vergoinha: 1 fato, dois fatos... Só dois?
Não posso acreditar... ah, tem mais um.
Então três. Fiquei na média.
Puta que pariu, eu queria dormir e nuncaa mais acordar.
Não falei do Ódio Mortal.
A justiça tarda mas nunca falha.
A justiça jamais falhará.
Mesmo que leve séculos... Oh, Deus, sou teimoso o suficiente para acreditar nisto!
Acreditar com toda a força do meu coração.
Assim como amar eternamente inesgotavelmente
Com toda a força do meu alucinado [e triste] coração.
[Provavelmente, meu primeiro poema de 1990, deve ter sido escrito mesmo no dia 01 de janeiro.
Este poema demonstra claros sintomas de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.]
Como terra, bebo terra e como sempre sou burro.
Na terra longínqua e distante e bastante longe:
Me dá vontade de matar.
Frases alucinadas me vêem à mente - há gordura e loucura em minha barriga.
Gostaria de falar com uma pessoa
E dizer algumas palavras alucinadas completando frases alucinadas
E outras com pontos, muitos pontos de interrogação:
Acredita que havia música, muita música?
Onde pessoas dançavam!
"Meu amor me deixou... em casa", acho que ouvi em algum lugar.
Será que eu mesmo disse [pensei]? Se eu confirmasse isto
Estaria sendo tão ridículo como quando confundi o cru com o cuzido.
Eu vi o pecado.
Calculo idades. E isso gera incompreensção.
Errado antes ou errado agora?
Olha lá, hein? Chuto [baseado na mais concreta dedução] no errado antes.
Vitaminas são balinhas. Apenas .
Aliás, o seu cabelo está bastante diferente.
E isso me lembra que já há uma hora é madrugada.
Por enquanto tenho apenas [ainda] seis horas para dormir.
Eu gostaria de ser beijado na boca.
Lá mesmo, onde nossas línguas se encontrariam - que tesão... [ nem preciso falar, né?]
Depois era difícil acreditar na mudança.
Pensei: "Caralho!"
E apenas algumas trocas de olhos.
Sem falar nos docinhos.
Dá-me vontade de fazer mijo e falar palavrões.
Porque quando canto sinto-me como se vomitasse.
As garotas dançam com apenas alguns garotos.
E alguns dos já alguns são bem filhos da puta. Em vários sentidos.
Pessoas têm dentes: tortos, muito tortos.
Dentes a mais, dentes a menos... que importa? São apenas dentes.
Sim, meu querido, eu quis logo voltar para casa.
E toda vez me vêm frases.
Ou versos... ha, ha, ha, ha...
Mais tarde pensei:
Há uma boca a ser beijada...
E não foi beijada, nenhuma das outras também.
E então eu pensava:
Dava-me vontade de cometer um beijo; e não só um beijo, também agarros!
Ah, meu querido, o agarro... Para que servem "love songs"?
Deu até para pagar o jantar.
E, meu Deus!
Por que nunca fico só lembrando [imagine-me repetindo esta palavra várias vezes]?
Foi demais, cara, quase nossos corpos fundiram-se.
Porra, a lembrança me dá vontade de gritar.
Agora já estou assimilando os dois pequenos momentos eternos.
Viraram passatempos mentais.
Que músicas eram?
É cômico: nem percebi as músicas...
Um dia beijarei-te?
Só gostaria de sentir o gostinho.
Você agiria feito uma idiota comigo também?
Deus do céu, você sabe melhor do que eu do meu ponto fraco.
Se meus inimigos descobrem...
Puta merda, você deve ser demais como corpo humano.
Quanto ao seu cérebro, você deve ter nascido em Cubatão, naquela fase crítica.
Ou talvez dá-lhe Jardim-da-Infância.
Ou talvez loucura. Você sabe melhor do que eu.
Pelo amor de Deus...
Gozado, não penso mais em sexo [não é antítese];
Não , é claro, eu penso em sexo. Mas não com você.
"...infantilmente como é saboroso..."
Vergoinha: 1 fato, dois fatos... Só dois?
Não posso acreditar... ah, tem mais um.
Então três. Fiquei na média.
Puta que pariu, eu queria dormir e nuncaa mais acordar.
Não falei do Ódio Mortal.
A justiça tarda mas nunca falha.
A justiça jamais falhará.
Mesmo que leve séculos... Oh, Deus, sou teimoso o suficiente para acreditar nisto!
Acreditar com toda a força do meu coração.
Assim como amar eternamente inesgotavelmente
Com toda a força do meu alucinado [e triste] coração.
[Provavelmente, meu primeiro poema de 1990, deve ter sido escrito mesmo no dia 01 de janeiro.
Este poema demonstra claros sintomas de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.]
domingo, 2 de setembro de 2007
Leite
Gritos não resolvem nada
Quando se escreve um poema no verso de um recado
No verso escrevo versos
Há um leite fervendo
Como não há comida pronta, fervo um leite
O leite derramou hoje pela segunda vez
E pela segunda vez limpo o fogão
Meu maior sonho é ter uma máquina de escrever melhor
Escuto um disco e não vou repetir clichês
Será que vai chegar alguém hoje?
Nada mais chato do que um dia chato do inferno astral
Digo nomes feios, só não digo o nome do cujo: tenho medo
Perto daqui há uma privada.
Lá bundas sentam e cagam bostas.
Ao lado da privada há um scexto [como escreve?] de lixo com papéis higiênicos usados.
A velhinha disse que a merda estava pela metade.
Trouxe o xerox para casa.
Amén.
Deus proteja os coloridos.
Há maldade no mundo.
O sangue apodrece.
A virgem se prostituiu e perdeu a pureza em troca de dólares.
A vida nos pega de surpresa.
Tenho saudades do céu.
Deixei lá uma linda anjinha.
Quando ela desceu a Terra paradisíaca eu não a reconheci.
É uma pena.
Quando se escreve um poema no verso de um recado
No verso escrevo versos
Há um leite fervendo
Como não há comida pronta, fervo um leite
O leite derramou hoje pela segunda vez
E pela segunda vez limpo o fogão
Meu maior sonho é ter uma máquina de escrever melhor
Escuto um disco e não vou repetir clichês
Será que vai chegar alguém hoje?
Nada mais chato do que um dia chato do inferno astral
Digo nomes feios, só não digo o nome do cujo: tenho medo
Perto daqui há uma privada.
Lá bundas sentam e cagam bostas.
Ao lado da privada há um scexto [como escreve?] de lixo com papéis higiênicos usados.
A velhinha disse que a merda estava pela metade.
Trouxe o xerox para casa.
Amén.
Deus proteja os coloridos.
Há maldade no mundo.
O sangue apodrece.
A virgem se prostituiu e perdeu a pureza em troca de dólares.
A vida nos pega de surpresa.
Tenho saudades do céu.
Deixei lá uma linda anjinha.
Quando ela desceu a Terra paradisíaca eu não a reconheci.
É uma pena.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Música
Há coisas no mundo que me irritam
E todo mundo sabe disto
Quem casa quer casa diz a voz de Deus irado
E a ira de Deus me cria
Não demorou muito para que eu descobrisse que não era o novo Jesus
É estranho, mas meus pais foderam
Não apenas para fazer filho, mas foderam muitas e muitas vezes
Eu ouvia música
E queria fazer música
Num país do planeta Terra dividido pra caralho
E refiro-me ao planeta
Pois a divisão do país nem se percebe
É eternamente controlado por capitalistas pré-históricos
Aqueles que um dia comerão merda ou não nos chamamos humanos
Capitalistas estes protegidos por fardadinhos filhos da puta e
Também pela guinorança e emissoras globais de tv
Exatamente na época das mortes e dos gols de Pelé
Lá estava eu nascendo
Eu ouvia música
E queria fazer música
Na escola se ensina tanta merda
E meus cabelos verdes e olhos loiros
Na mira das velhinhas e velinhas horripilantes
Diziam e dizem que na verdade tenho cabelos azuis.
Eu sei lá, caralho!
Durmo às vezes, sempre que tenho sono e não passam filmes bons na tv
Ou quando fico tentantando imaginar como se conjuga o verbo "haver"
Nada de eu havo, tu haves, ele have, nós havemos peladas no vestiário,
Mas o verbo no passado, aí é foda
Preciso voltar à escola
Também encontrarei gatas
Só não quero voltar a ser pato
Na escola havia [ou haviam?] gatas e o pato
É, já vi gatas trepando, elas gemem [e que puta gemedeira!] quando os gatos lhes metem o pau
Por umas me apaixonei e algumas por mim também
Mas nunca namoramos nem trepamos
Nunca gostei de patas
Eu ouvia música
E queria fazer música
Aprendi a me hipnotizar, escrever à máquina
Mas nunca fiz as duas coisas muito bem
Não faço nada bem, mas imprimo meu estilo bem próprio
E dizem: ai, que gostoso, Rynaldo!
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Sua bandeira é verde, amarela, azul e branca
Verde é podre, amarela é anêmica, azul é a sacanagem e branca é uma égua
Representando
Veados desgraçados filhos da puta jumentos cretinos imbecis
Da imoralidade de uma entidade
O tal do Único Desprezível Repolho
Eu ouvia música
E queria fazer música
Meu apartamento é alugado
E nem é meu, é da minha mãe
E nem é da minha mãe, é do dono, o tal do Sr. Spaguetti
Tenho um quarto
Seria great se uma qualquer mina, talvez a Srta. Reticências
De preferência a Srta. Reticências
Viesse sentar no meu pipi
Porra, meus clichês me enchem o saco!
E certas canções também
Até outra hora
Eu ouvia música
E queria fazer música
E todo mundo sabe disto
Quem casa quer casa diz a voz de Deus irado
E a ira de Deus me cria
Não demorou muito para que eu descobrisse que não era o novo Jesus
É estranho, mas meus pais foderam
Não apenas para fazer filho, mas foderam muitas e muitas vezes
Eu ouvia música
E queria fazer música
Num país do planeta Terra dividido pra caralho
E refiro-me ao planeta
Pois a divisão do país nem se percebe
É eternamente controlado por capitalistas pré-históricos
Aqueles que um dia comerão merda ou não nos chamamos humanos
Capitalistas estes protegidos por fardadinhos filhos da puta e
Também pela guinorança e emissoras globais de tv
Exatamente na época das mortes e dos gols de Pelé
Lá estava eu nascendo
Eu ouvia música
E queria fazer música
Na escola se ensina tanta merda
E meus cabelos verdes e olhos loiros
Na mira das velhinhas e velinhas horripilantes
Diziam e dizem que na verdade tenho cabelos azuis.
Eu sei lá, caralho!
Durmo às vezes, sempre que tenho sono e não passam filmes bons na tv
Ou quando fico tentantando imaginar como se conjuga o verbo "haver"
Nada de eu havo, tu haves, ele have, nós havemos peladas no vestiário,
Mas o verbo no passado, aí é foda
Preciso voltar à escola
Também encontrarei gatas
Só não quero voltar a ser pato
Na escola havia [ou haviam?] gatas e o pato
É, já vi gatas trepando, elas gemem [e que puta gemedeira!] quando os gatos lhes metem o pau
Por umas me apaixonei e algumas por mim também
Mas nunca namoramos nem trepamos
Nunca gostei de patas
Eu ouvia música
E queria fazer música
Aprendi a me hipnotizar, escrever à máquina
Mas nunca fiz as duas coisas muito bem
Não faço nada bem, mas imprimo meu estilo bem próprio
E dizem: ai, que gostoso, Rynaldo!
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Sua bandeira é verde, amarela, azul e branca
Verde é podre, amarela é anêmica, azul é a sacanagem e branca é uma égua
Representando
Veados desgraçados filhos da puta jumentos cretinos imbecis
Da imoralidade de uma entidade
O tal do Único Desprezível Repolho
Eu ouvia música
E queria fazer música
Meu apartamento é alugado
E nem é meu, é da minha mãe
E nem é da minha mãe, é do dono, o tal do Sr. Spaguetti
Tenho um quarto
Seria great se uma qualquer mina, talvez a Srta. Reticências
De preferência a Srta. Reticências
Viesse sentar no meu pipi
Porra, meus clichês me enchem o saco!
E certas canções também
Até outra hora
Eu ouvia música
E queria fazer música
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
O Lago
Estou ficando novo
Farei aniversário
Continuarei escrevendo poemas
Daqui a pouco faço outro aniversário
E vou pensar
No ano que vem posso voltar ao passado
Haverá cabelos para mim?
E de que cor?
Haverá lábios para mim?
E de que cor?
Em locais haverá gente
Conversarei
O futuro se aproximará
E farei aniversário
Nadar num lago artificial
Muito muito barrento
E vejo fotos de garotas de maiô
Nada-se nada-se
Haverá pêlos púbicos para mim?
E de que cor?
Haverá seios para mim?
E de que cor?
No dia seguinte as pessoas vão embora
Primos e primas
Em vários graus
Ficam bêbados
Farei aniversário
Continuarei escrevendo poemas
Daqui a pouco faço outro aniversário
E vou pensar
No ano que vem posso voltar ao passado
Haverá cabelos para mim?
E de que cor?
Haverá lábios para mim?
E de que cor?
Em locais haverá gente
Conversarei
O futuro se aproximará
E farei aniversário
Nadar num lago artificial
Muito muito barrento
E vejo fotos de garotas de maiô
Nada-se nada-se
Haverá pêlos púbicos para mim?
E de que cor?
Haverá seios para mim?
E de que cor?
No dia seguinte as pessoas vão embora
Primos e primas
Em vários graus
Ficam bêbados
domingo, 26 de agosto de 2007
A Foda
A foda serve para gozarmos.
E ao ler o que acabei de escrever, vejo
Que só falo de sexo, o tempo todo.
Até sem querer.
Quando como por exemplo falei "falo".
Nesta estrofe fiquei devendo duas vírgulas - aposto mascarado.
Uma eleição se ganha ou se perde.
Se ganha ou se perde os candidatos - democracia.
Mas há vários apostos mascarados.
Lá vai: "Né nou num né?"
A foda vira poemas.
A eleição também vira - desde que
Se perca meu candidato.
Aí vem chumbo! - democracia.
Falo [olha aí...] dos vários apostos mascarados.
Lá vai de novo: "Né nou num né?"
A foda vir fantasia - toda hora!
Penso em garotas - ou mulheres!
E penso ni mim metendo meu falo nelas.
E falo nelas
Em meus pós-poemas [também conhecidos como
Pó-emas].
- Ou então como poumas.
Bem, acho que vou terminando por aqui.
Mas não acho que se você for um grupo de rock vá conseguir adaptar "A Foda".
E ao ler o que acabei de escrever, vejo
Que só falo de sexo, o tempo todo.
Até sem querer.
Quando como por exemplo falei "falo".
Nesta estrofe fiquei devendo duas vírgulas - aposto mascarado.
Uma eleição se ganha ou se perde.
Se ganha ou se perde os candidatos - democracia.
Mas há vários apostos mascarados.
Lá vai: "Né nou num né?"
A foda vira poemas.
A eleição também vira - desde que
Se perca meu candidato.
Aí vem chumbo! - democracia.
Falo [olha aí...] dos vários apostos mascarados.
Lá vai de novo: "Né nou num né?"
A foda vir fantasia - toda hora!
Penso em garotas - ou mulheres!
E penso ni mim metendo meu falo nelas.
E falo nelas
Em meus pós-poemas [também conhecidos como
Pó-emas].
- Ou então como poumas.
Bem, acho que vou terminando por aqui.
Mas não acho que se você for um grupo de rock vá conseguir adaptar "A Foda".
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Sic - Crítica ao Texto Citado
Eu queria ter ficado com você hoje.
Mais “hojes” e eu me apaixono.
De verdade.
Você gostaria disto?
É claro.
Que garota não é sádica?
Estou chegando à metade da madrugada.
Nessas horas, o tempo corre tão rápido!
Você reativa suas asas e...
Voa sobre mim como um abutre.
Vai me estraçalhar
Se conseguir achar meus pedaços.
Pensando bem, é algo fácil.
Sempre fui um doente terminal
Mas nunca terminei.
O futuro me mantém vivo.
E às vezes sinto alegria –
Nada mais que a farsa.
Encontrar rimas em mim não é fácil.
Fico imaginando sua cara
Ao ler os poemas sobre você mesma.
Você existe,
desfila... Eu olho, olho, olho, olho!
Isso tudo é tão esquizofrênico!
Já pensou se te começo a chamar de
“Meu amor”?
Não seria engraçado?
E se você me chamar assim,
Deus saberá se não é demagogia!
Assim como Deus sabe
Que diferimos amor de sexo.
Os dois juntos são odisséicos.
Mas não ligue para minha última masturbação.
Gostaria de jogar este poema no lixo.
Mas estou fazendo um café.
E... e...
Dedicado a Peggy Sue
Mais “hojes” e eu me apaixono.
De verdade.
Você gostaria disto?
É claro.
Que garota não é sádica?
Estou chegando à metade da madrugada.
Nessas horas, o tempo corre tão rápido!
Você reativa suas asas e...
Voa sobre mim como um abutre.
Vai me estraçalhar
Se conseguir achar meus pedaços.
Pensando bem, é algo fácil.
Sempre fui um doente terminal
Mas nunca terminei.
O futuro me mantém vivo.
E às vezes sinto alegria –
Nada mais que a farsa.
Encontrar rimas em mim não é fácil.
Fico imaginando sua cara
Ao ler os poemas sobre você mesma.
Você existe,
desfila... Eu olho, olho, olho, olho!
Isso tudo é tão esquizofrênico!
Já pensou se te começo a chamar de
“Meu amor”?
Não seria engraçado?
E se você me chamar assim,
Deus saberá se não é demagogia!
Assim como Deus sabe
Que diferimos amor de sexo.
Os dois juntos são odisséicos.
Mas não ligue para minha última masturbação.
Gostaria de jogar este poema no lixo.
Mas estou fazendo um café.
E... e...
Dedicado a Peggy Sue
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Postes
Às vezes a chuva se transforma em tempestade.
Você sabe muitíssimo bem disso.
Sem dúvida alguma, há mulheres nuas em meu relógio.
Há algo aqui na cozinha que fede demais.
Acho que não é na cozinha.
Cheguei a pensar que fosse eu...
Não, não sei o que vou fazer daqui a dois ou três dias.
Só sei que estarei mais velho.
Quando minha idade avança...
Deixo de ser um ser humano experimental
E vou passando a fazer parte do Universo.
Não acha isto profundo, minha fofinha?
Sonhei com alguém me dizendo:
“Amo seus pontos de interrogação
E sou apaixonado [a] pelos seus pontos de exclamação”.
Isso é realmente cômico!
Mas também pode ser algo depressivo.
Né?
Esta palavra idiota chamada “vida”
Me enche o saco, viu?
E há outra variante igualmente estúpida: “viver”.
A mais boçal é “vivo”.
Porque tem vários significados.
Vejo uma linda mosquinha.
Quase dei com meu caderno nela...
Mas fiquei com dozinho: dexelalá.
O que se passa por isto que você chama de coração?
Ah, por falar nisto,
Você sabia que este deve ser o milésimo poema com tu no meio?
Não, é exagero... mas é por aí...
Não sei falar inglês.
Só algumas palavras.
Só sei português.
Mesmo assim, capengamente.
Se ninguém segura um poste, ele cai!
Você sabe muitíssimo bem disso.
Sem dúvida alguma, há mulheres nuas em meu relógio.
Há algo aqui na cozinha que fede demais.
Acho que não é na cozinha.
Cheguei a pensar que fosse eu...
Não, não sei o que vou fazer daqui a dois ou três dias.
Só sei que estarei mais velho.
Quando minha idade avança...
Deixo de ser um ser humano experimental
E vou passando a fazer parte do Universo.
Não acha isto profundo, minha fofinha?
Sonhei com alguém me dizendo:
“Amo seus pontos de interrogação
E sou apaixonado [a] pelos seus pontos de exclamação”.
Isso é realmente cômico!
Mas também pode ser algo depressivo.
Né?
Esta palavra idiota chamada “vida”
Me enche o saco, viu?
E há outra variante igualmente estúpida: “viver”.
A mais boçal é “vivo”.
Porque tem vários significados.
Vejo uma linda mosquinha.
Quase dei com meu caderno nela...
Mas fiquei com dozinho: dexelalá.
O que se passa por isto que você chama de coração?
Ah, por falar nisto,
Você sabia que este deve ser o milésimo poema com tu no meio?
Não, é exagero... mas é por aí...
Não sei falar inglês.
Só algumas palavras.
Só sei português.
Mesmo assim, capengamente.
Se ninguém segura um poste, ele cai!
domingo, 19 de agosto de 2007
Falo
Morte é um tubarão;
há uma carta a ser remetida;
há um jornal a ser xerocado;
há uma dívida a ser paga...
Morte é um tubarão;
há uma depressão a ser sanada;
há uma eleição a ser sofrida;
há algo a ser descoberto...
Morte é um tubarão;
há um disco a ser comprado;
há uma mina a ser achada;
há um cara a ser esquecido...
Morte é um tubarão;
há uma explicação a ser dada;
há um lago a ser explorado;
há uma boceta a ser metida...
Morte é um tubarão;
há uma festa a ser desprezada;
há uma festa a ser fodida;
há garrafas a ser esvaziadas...
Morte é um tubarão;
há um poema a ser escrito;
há um futuro a ser sonhado;
há uma porra a ser gozada...
Morte é um tubarão;
há um estupro a ser envergonhado;
há uma criança a ser crescida;
há uma adolescente a ser criança...
Morte é um tubarão;
há um sentimento a ser apodrecido;
há um livro a ser terminado;
há um filme a ser assistido;
Morte é um tubarão;
há uma página a ser virada;
há uma Maçã-do-Amor a ser batida*;
há uma tv a ser lembrada...
Morte é um tubarão;
há uma volta a ser voltada;
há um porre a ser desmaiado;
há uma filosofia a ser refletida...
Morte é um tubarão;
há uma casa a ser limpada;
há um texto a ser corrigido;
há um trabalho a ser continuado...
Morte é um tubarão;
há uma guitarra a ser solada;
há um cérebro a ser imaginado;
há um fim a ser vistado...
Morte é um tubarão;
há um pênis a ser lambido;
há um ânus a ser cagado;
há uma boca a ser beijada...
Morte é um tubarão;
há um tubarão a ser pescado;
há uma vida a ser matada;
há uma morte a ser morrida...
*Era o nome da minha máquina de escrever, vermelha por fora e bege por dentro.
Este é um de meus poemas mais misteriosos, mas já revela sintomas de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
há uma carta a ser remetida;
há um jornal a ser xerocado;
há uma dívida a ser paga...
Morte é um tubarão;
há uma depressão a ser sanada;
há uma eleição a ser sofrida;
há algo a ser descoberto...
Morte é um tubarão;
há um disco a ser comprado;
há uma mina a ser achada;
há um cara a ser esquecido...
Morte é um tubarão;
há uma explicação a ser dada;
há um lago a ser explorado;
há uma boceta a ser metida...
Morte é um tubarão;
há uma festa a ser desprezada;
há uma festa a ser fodida;
há garrafas a ser esvaziadas...
Morte é um tubarão;
há um poema a ser escrito;
há um futuro a ser sonhado;
há uma porra a ser gozada...
Morte é um tubarão;
há um estupro a ser envergonhado;
há uma criança a ser crescida;
há uma adolescente a ser criança...
Morte é um tubarão;
há um sentimento a ser apodrecido;
há um livro a ser terminado;
há um filme a ser assistido;
Morte é um tubarão;
há uma página a ser virada;
há uma Maçã-do-Amor a ser batida*;
há uma tv a ser lembrada...
Morte é um tubarão;
há uma volta a ser voltada;
há um porre a ser desmaiado;
há uma filosofia a ser refletida...
Morte é um tubarão;
há uma casa a ser limpada;
há um texto a ser corrigido;
há um trabalho a ser continuado...
Morte é um tubarão;
há uma guitarra a ser solada;
há um cérebro a ser imaginado;
há um fim a ser vistado...
Morte é um tubarão;
há um pênis a ser lambido;
há um ânus a ser cagado;
há uma boca a ser beijada...
Morte é um tubarão;
há um tubarão a ser pescado;
há uma vida a ser matada;
há uma morte a ser morrida...
*Era o nome da minha máquina de escrever, vermelha por fora e bege por dentro.
Este é um de meus poemas mais misteriosos, mas já revela sintomas de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Certas Perguntas e Respostas Certas
Pergunta Resposta
Uma mulher
Por sinal, gostosa
E além disto, bonita
Desfila de calcinha
E antes de endurecer meu pau
Admiro por alguns minutos
Pergunta Resposta
Pergunta e Resposta
Pergunta uma Resposta
Responde uma Pergunta
Pergunta uma Pergunta
Responde uma Resposta
Pergunte Resposta
Pergunte Resposta
Pergunte e Resposta
Pergunte uma Resposta
Responda uma Pergunta
Pergunte uma Pergunta
Responda uma Resposta
A calcinha
Por sinal, branca
E além disto, de algodão
Cobre seu sexo
E suas saborosas e morenas nádegas
Tudo formará um lindo contraste
O sutiã
Por sinal, cobrindo os seios filhos da puta
E além disso, rijos mamilos
Desintegram-me na neblina poeirenta*
Quando vejo ao mesmo tempo
Que seus cabelos lisos
Tudo formará um lindo contraste
Com meu sêmen
Por sinal, branco
E além disso, de algodão
Espalhado no decorrer de seu corpo
Pergunte uma Pergunte
Resposta uma Resposta
Quando sonhei
O Rio de Janeiro era um lixo
O Pão-de-Açúcar estava cheio de formigas
[1989]**
*No primeiro grau, uma professora de português me pediu uma frase. Não me lembro sobre o que estávamos estudando. Falei: "Desintegro-me na neblina". A professora riu.
**Ainda não havia chegado a época de datar meus poemas e outros textos, algo que eu só começaria a fazer anos mais tarde.
Uma mulher
Por sinal, gostosa
E além disto, bonita
Desfila de calcinha
E antes de endurecer meu pau
Admiro por alguns minutos
Pergunta Resposta
Pergunta e Resposta
Pergunta uma Resposta
Responde uma Pergunta
Pergunta uma Pergunta
Responde uma Resposta
Pergunte Resposta
Pergunte Resposta
Pergunte e Resposta
Pergunte uma Resposta
Responda uma Pergunta
Pergunte uma Pergunta
Responda uma Resposta
A calcinha
Por sinal, branca
E além disto, de algodão
Cobre seu sexo
E suas saborosas e morenas nádegas
Tudo formará um lindo contraste
O sutiã
Por sinal, cobrindo os seios filhos da puta
E além disso, rijos mamilos
Desintegram-me na neblina poeirenta*
Quando vejo ao mesmo tempo
Que seus cabelos lisos
Tudo formará um lindo contraste
Com meu sêmen
Por sinal, branco
E além disso, de algodão
Espalhado no decorrer de seu corpo
Pergunte uma Pergunte
Resposta uma Resposta
Quando sonhei
O Rio de Janeiro era um lixo
O Pão-de-Açúcar estava cheio de formigas
[1989]**
*No primeiro grau, uma professora de português me pediu uma frase. Não me lembro sobre o que estávamos estudando. Falei: "Desintegro-me na neblina". A professora riu.
**Ainda não havia chegado a época de datar meus poemas e outros textos, algo que eu só começaria a fazer anos mais tarde.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
A Minha Fé Hipócrita
Domingo de manhã
eu acordei
Comprei o jornal
e li o jornal
Fui na missa
e saí
no meio da missa
Não
que eu não seja religioso
Mas é que toda semana
é a mesma coisa
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Porque sou candidato
a presidente
E vou rezar
em Aparecida
Talvez, eu ganhe alguns votos
Sou religioso fanático
mas sou a favor da pena de morte e o aborto*
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Deus
Abençoe minha fé hipócrita
*Hoje, sou a favor do aborto. Acho que o aborto sempre vai acontecer e as pessoas têm que ser assistidas pelo governo para não incorrerem em improvisos prejudiciais à saúde.
Esta é mais uma letra de música. Punk rock.
eu acordei
Comprei o jornal
e li o jornal
Fui na missa
e saí
no meio da missa
Não
que eu não seja religioso
Mas é que toda semana
é a mesma coisa
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Porque sou candidato
a presidente
E vou rezar
em Aparecida
Talvez, eu ganhe alguns votos
Sou religioso fanático
mas sou a favor da pena de morte e o aborto*
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Deus
Tende piedade de nós
Jesus
Tende piedade de nós
Deus
Abençoe minha fé hipócrita
*Hoje, sou a favor do aborto. Acho que o aborto sempre vai acontecer e as pessoas têm que ser assistidas pelo governo para não incorrerem em improvisos prejudiciais à saúde.
Esta é mais uma letra de música. Punk rock.
domingo, 12 de agosto de 2007
Instigante
Li palavras ciclópicas
Usei uma droga, estou completamente dopado.
Há dez mil pés de altura.
A vida é feita de deslizes.
"Meu povo sofre".
Não me venha com amor.
O sintoma é estático.
Entediados estavam.
Viagem pelo espaço à velocidade da luz.
As estrelas mudaram de cor.
Não me venha com a cor.
Mais uma letra de música, para ser executada em ritmo de bossa-nova.
Usei uma droga, estou completamente dopado.
Há dez mil pés de altura.
A vida é feita de deslizes.
"Meu povo sofre".
Não me venha com amor.
O sintoma é estático.
Entediados estavam.
Viagem pelo espaço à velocidade da luz.
As estrelas mudaram de cor.
Não me venha com a cor.
Mais uma letra de música, para ser executada em ritmo de bossa-nova.
sábado, 11 de agosto de 2007
Vodka
Botas pra Rimar
vodka I
Insinuamos
Que nos amamos
É difícil ser radical
Regressa o que é tão boçal
Perdoe minhas rimas tão idiotas
Eu não queria rimar
Pra completar
Digo a palavra "botas"
***
Quase Parônimos
vodka II
T'imagino
E me animo
Pensei que rimava
Não passo de uma capivara
Confundo
Neste meu mundo
Rimas com parônimos
Do poeta, os ânimos
***
Cadê o Tema?
vodka III
O último poema
Com a diminuição do fonema
E com rima pouca
Terminou com coisa louca
Nem eu sei
E assim terminei
Vodka II
O tema fica pra depois
***
Trovinhas
vodka IV
Gregório de Mattos
Talvez criasse pattos
Mas escreveu um poema genial
No seu mundo desigual
Porra,
Queira Deus que sem dor eu morra
Sinto-me na idade média
Escrevendo trovinhas com ar de comédia
***
A Tia do meu Ultra-Tetra Avô
vodka V
Se há 500 anos atrás
Vodka já existia
Do meu ultra-tetra avô, a tia
Fazia caipirinha e achava estar no Brás
Não era disso que eu ia flar
E me mando cagar
Tão fácil rimar
Com "ar"
***
Quase Tema
vodka VI
Seu beijo será legal
Provará que minha solidão é mortal
Preciso consertar meus dentes
E até colocar lentes
Comprar um carro
Não pra tirar sarro
Arranjando um bom trabalho
Minha capacidade de sonhar é um caralho
***
Das Meninas
vodka VII
Insinuar é um esporte
Das meninas é o forte
Vamos sair?
É, sem deixar o papo cair
Estarei mais velho no ano que vem
Talvez morando no Belém
Ponho vodka VII em minha casa
E continuaremos insinuando, insinuando...
vodka I
Insinuamos
Que nos amamos
É difícil ser radical
Regressa o que é tão boçal
Perdoe minhas rimas tão idiotas
Eu não queria rimar
Pra completar
Digo a palavra "botas"
***
Quase Parônimos
vodka II
T'imagino
E me animo
Pensei que rimava
Não passo de uma capivara
Confundo
Neste meu mundo
Rimas com parônimos
Do poeta, os ânimos
***
Cadê o Tema?
vodka III
O último poema
Com a diminuição do fonema
E com rima pouca
Terminou com coisa louca
Nem eu sei
E assim terminei
Vodka II
O tema fica pra depois
***
Trovinhas
vodka IV
Gregório de Mattos
Talvez criasse pattos
Mas escreveu um poema genial
No seu mundo desigual
Porra,
Queira Deus que sem dor eu morra
Sinto-me na idade média
Escrevendo trovinhas com ar de comédia
***
A Tia do meu Ultra-Tetra Avô
vodka V
Se há 500 anos atrás
Vodka já existia
Do meu ultra-tetra avô, a tia
Fazia caipirinha e achava estar no Brás
Não era disso que eu ia flar
E me mando cagar
Tão fácil rimar
Com "ar"
***
Quase Tema
vodka VI
Seu beijo será legal
Provará que minha solidão é mortal
Preciso consertar meus dentes
E até colocar lentes
Comprar um carro
Não pra tirar sarro
Arranjando um bom trabalho
Minha capacidade de sonhar é um caralho
***
Das Meninas
vodka VII
Insinuar é um esporte
Das meninas é o forte
Vamos sair?
É, sem deixar o papo cair
Estarei mais velho no ano que vem
Talvez morando no Belém
Ponho vodka VII em minha casa
E continuaremos insinuando, insinuando...
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Estuprador
Era uma vez uma praça
Chamada Sílvio Romero
De onde saía uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Era freqüentada por um indivíduo
Que tinha um pau de trinta centímetros
De onde se orgulhava da cabeçorra vermelha
Por onde saía uma porra tão grossa
Que chegava a ser amarela
Capaz de encher um pote de xampu
Numa única gozada
Caminhava de dia
Pela Sílvio Romero
E sua rola endurecia
E as coroas arregalavam os olhos
Fingindo que espantava
Mas imaginavam
Ah, se estivesse aqui dentro
Era uma vez uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Ela saía de uma praça
Chamada Sílvio Romero
E numa apenas madrugada*
O leite fervendo debaixo dos pêlos
O indivíduo viu uma menininha
Que era tremenda loirinha
E de costas dava sua bundinha
Que não escondia mais que 12 anos
Mas seu único ânus
Não tinha feito outra coisa que cocô
Isso endureceu o pau do indivíduo
Pondo em seus trinta centímetros
E a cabeçorra incandescente
Incandesceu-se
Era uma vez uma noite
Que se transformava em dia
E o grito na madrugada
Tremeu as bases dos prédios B
E ninguém quis acordar
Pois cada um estava sonhando em seus estupros
E estuprando em seus sonhos
Pesadelo na Rua Coelho Lisboa
Uma pequena vagina lisinha
Deflorada e dilacerada
Deixou de ser uma vagina
Perdeu orgulho sua lisinha
Era ima vez uma lorinha
Já era uma vez uma loirinha
Que tinha uma vagina bem lisinha
E perdeu sua vida de 12 aninhos
E o indivíduo trancou-se em casa mas antes de dormir...
Era uma vez uma praça
Chamada Sílvio Romero
De onde saía uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Cenário de uma horrorização
O indivíduo não deixou
De dormir sem tocar
Uma bronha bem devagar
Lembrando de cada detalhe
Era uma vez uma praça
Chamada Sílvio Romero
De onde saía uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Já era uma bez um bairro
Já era uma vez uma loirinha
Já era uma vez uns prédios B
*Referência ao poema "Morte do Leiteiro", de Carlos Drummond de Andrade.
A musicalidade deste poema deve-se ao fato de que escrevi muitos versos imaginando que poderiam ser letras de música. Este poema obviamente tem inspiração no rap. E vou além: lembro-me de ter imaginado este poema/letra ouvindo um som do rapper Too Short. Na verdade, antes mesmo de me dedicar à poesia, eu apenas escrevia o que pensava ser letras de músicas.
Chamada Sílvio Romero
De onde saía uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Era freqüentada por um indivíduo
Que tinha um pau de trinta centímetros
De onde se orgulhava da cabeçorra vermelha
Por onde saía uma porra tão grossa
Que chegava a ser amarela
Capaz de encher um pote de xampu
Numa única gozada
Caminhava de dia
Pela Sílvio Romero
E sua rola endurecia
E as coroas arregalavam os olhos
Fingindo que espantava
Mas imaginavam
Ah, se estivesse aqui dentro
Era uma vez uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Ela saía de uma praça
Chamada Sílvio Romero
E numa apenas madrugada*
O leite fervendo debaixo dos pêlos
O indivíduo viu uma menininha
Que era tremenda loirinha
E de costas dava sua bundinha
Que não escondia mais que 12 anos
Mas seu único ânus
Não tinha feito outra coisa que cocô
Isso endureceu o pau do indivíduo
Pondo em seus trinta centímetros
E a cabeçorra incandescente
Incandesceu-se
Era uma vez uma noite
Que se transformava em dia
E o grito na madrugada
Tremeu as bases dos prédios B
E ninguém quis acordar
Pois cada um estava sonhando em seus estupros
E estuprando em seus sonhos
Pesadelo na Rua Coelho Lisboa
Uma pequena vagina lisinha
Deflorada e dilacerada
Deixou de ser uma vagina
Perdeu orgulho sua lisinha
Era ima vez uma lorinha
Já era uma vez uma loirinha
Que tinha uma vagina bem lisinha
E perdeu sua vida de 12 aninhos
E o indivíduo trancou-se em casa mas antes de dormir...
Era uma vez uma praça
Chamada Sílvio Romero
De onde saía uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Cenário de uma horrorização
O indivíduo não deixou
De dormir sem tocar
Uma bronha bem devagar
Lembrando de cada detalhe
Era uma vez uma praça
Chamada Sílvio Romero
De onde saía uma rua
Chamada Coelho Lisboa
Já era uma bez um bairro
Já era uma vez uma loirinha
Já era uma vez uns prédios B
*Referência ao poema "Morte do Leiteiro", de Carlos Drummond de Andrade.
A musicalidade deste poema deve-se ao fato de que escrevi muitos versos imaginando que poderiam ser letras de música. Este poema obviamente tem inspiração no rap. E vou além: lembro-me de ter imaginado este poema/letra ouvindo um som do rapper Too Short. Na verdade, antes mesmo de me dedicar à poesia, eu apenas escrevia o que pensava ser letras de músicas.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
No livro "Suicídio Espiritual", este poema ganhou o título de "Witness". Este poema encerra [no livro] a fase dos longos poemas sem título e dá início a uma fase mais experimental, que acredito também nunca ter terminado.
as rosas brancas aqui na mesa são testemunhas
a sopa de cebola aqui ao lado das rosas brancas é testemunha
de que passo o dia tentando parar de comer minha própria merda
não só por ser brasileiro do lado de cá [-$]
e tenho até que berrar com certas pessoas escatológicas
encho minha vida de xs
quebrei o vidro e não consegui que minha vizinha vaca morresse do coração
repugnantes são os excrementos escatológicos desse bando de
as rosas brancas aqui na mesa são testemunhas
a sopa de cebola aqui ao lado das rosas brancas é testemunha
de que passo o dia tentando parar de comer minha própria merda
não só por ser brasileiro do lado de cá [-$]
e tenho até que berrar com certas pessoas escatológicas
encho minha vida de xs
quebrei o vidro e não consegui que minha vizinha vaca morresse do coração
repugnantes são os excrementos escatológicos desse bando de
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Nalgo[uém]
Minhas mãos estão sujas. E eu sujei o sulfite.
A tinta da máquina está no fim. E eu estou suado.
Está chegando dezembro. E vou fazer 19 anos.
Nem preciso lhes dizer, meus queridos, que continuo um zero absoluto à esquerda.
Ou um zero absoluto à direita depois da vírgula.
Ouço uma boa música que diz: "Oh girl, oh girl..."
Mas isso tem pouco a ver.
Mas uma coisa sempre sei... isso me provoca risos... minha super filosofia...
Gostaria de pedir-lhe desculpas,
Mas às vezes saio por aí dizendo:
Gostaria que você morresse.
Impossível saber a quem isso se dirige.
Imagino duas faces juntas
Imagino duas faces tão distantes
Imagino minha importância perante o Universo
Concorrendo à insignificância
são sempre os mesmos sonhos
desde criança
Ninguém escreve poemas tão traduzíveis,
nada mais interessante para falar sobre o mundo,
não transformo nada em interessante,
talvez o segundo turno,
ah, mas que chatice.
Tento pensar para depois
Pensar
Nalgo[uém].
E para não dizer que não falei de sexo,
Andei imaginando certas mãos agarrando meu pênis.
Mas não quero falar de coisas tão importantes.
Não localizei o texto original deste poema, portanto não sei se ele originalmente era intitulado. Foi um dos primeiros poemas que tornei público, através de meu fanzine "bueiro".
A tinta da máquina está no fim. E eu estou suado.
Está chegando dezembro. E vou fazer 19 anos.
Nem preciso lhes dizer, meus queridos, que continuo um zero absoluto à esquerda.
Ou um zero absoluto à direita depois da vírgula.
Ouço uma boa música que diz: "Oh girl, oh girl..."
Mas isso tem pouco a ver.
Mas uma coisa sempre sei... isso me provoca risos... minha super filosofia...
Gostaria de pedir-lhe desculpas,
Mas às vezes saio por aí dizendo:
Gostaria que você morresse.
Impossível saber a quem isso se dirige.
Imagino duas faces juntas
Imagino duas faces tão distantes
Imagino minha importância perante o Universo
Concorrendo à insignificância
são sempre os mesmos sonhos
desde criança
Ninguém escreve poemas tão traduzíveis,
nada mais interessante para falar sobre o mundo,
não transformo nada em interessante,
talvez o segundo turno,
ah, mas que chatice.
Tento pensar para depois
Pensar
Nalgo[uém].
E para não dizer que não falei de sexo,
Andei imaginando certas mãos agarrando meu pênis.
Mas não quero falar de coisas tão importantes.
Não localizei o texto original deste poema, portanto não sei se ele originalmente era intitulado. Foi um dos primeiros poemas que tornei público, através de meu fanzine "bueiro".
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Quasedruchinvox Polmiçunhebaz Zosssirrúquenal
Meu corpo é um zero absoluto à esquerda,
Minhalma é um zero absoluto à direita depois da vírgula.
E para passar o tempo e outras coisas
Eu escrevo poemas
E fico pensando se será que vou publicá-los algum dia?
Será que são bons,
Será que não provocarão o vômito?
Os dias passam, é uma merda que eles não fiquem parados,
Fico me lembrando que sou novíssimo e por isso não tenho graça
E isso não tem graça nenhuma.
Peço desculpas por nunca sair do clichê
[E essa palavra também é um clichê na minha poesia]
Mas é que nada acontece em minha vida.
Não tenho nem coragem de sair na rua...
- Aquele é o Rynaldo, o sujeito mais inútil do mundo.
Domingo... sábado.
Os dias da semana se vão e não faço nada acontecer.
Se eu soubesse que a Terra era essa bosta eu não teria nascido.
Como pode ver, sou um poeta completamente romântico.
Tem graça morar em Manhattan?
Sei lá, vai ver que é interessante ser capitalista.
Tão rico por lá e depois vê no jornal que num país capitalista da África
Todos os moradores estão morrendo de fome, literalmente.
Tá, também tem país socialista da África nesse estado. Compara-se?*
Cadê o poema que eu ia escrever?
O vazio é pesado em meu corpo poc poc poc**
*VERSÃO: "Tão rico por lá e depois vê no jornal que num país capitalista da América do Sul
Os moradores estão morrendo de fome, literalmente.
Tá, também tem país socialista da África nesse estado.
Quem quiser comparar, que compare.
**Referência à crônica "Sfot Poc", de Luís Fernando Veríssimo.
Obs.: o poema anterior foi publicado com o título de "Missão e Merda". Não coloquei nenhum comentário para não estragar o impacto causado pelo poema, que é um de meus favoritos.
Minhalma é um zero absoluto à direita depois da vírgula.
E para passar o tempo e outras coisas
Eu escrevo poemas
E fico pensando se será que vou publicá-los algum dia?
Será que são bons,
Será que não provocarão o vômito?
Os dias passam, é uma merda que eles não fiquem parados,
Fico me lembrando que sou novíssimo e por isso não tenho graça
E isso não tem graça nenhuma.
Peço desculpas por nunca sair do clichê
[E essa palavra também é um clichê na minha poesia]
Mas é que nada acontece em minha vida.
Não tenho nem coragem de sair na rua...
- Aquele é o Rynaldo, o sujeito mais inútil do mundo.
Domingo... sábado.
Os dias da semana se vão e não faço nada acontecer.
Se eu soubesse que a Terra era essa bosta eu não teria nascido.
Como pode ver, sou um poeta completamente romântico.
Tem graça morar em Manhattan?
Sei lá, vai ver que é interessante ser capitalista.
Tão rico por lá e depois vê no jornal que num país capitalista da África
Todos os moradores estão morrendo de fome, literalmente.
Tá, também tem país socialista da África nesse estado. Compara-se?*
Cadê o poema que eu ia escrever?
O vazio é pesado em meu corpo poc poc poc**
*VERSÃO: "Tão rico por lá e depois vê no jornal que num país capitalista da América do Sul
Os moradores estão morrendo de fome, literalmente.
Tá, também tem país socialista da África nesse estado.
Quem quiser comparar, que compare.
**Referência à crônica "Sfot Poc", de Luís Fernando Veríssimo.
Obs.: o poema anterior foi publicado com o título de "Missão e Merda". Não coloquei nenhum comentário para não estragar o impacto causado pelo poema, que é um de meus favoritos.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
será que existe alguém tão inútil quanto eu?
será que existe alguém tão que não faz nada quanto eu?
será que existe alguém tão que nunca fez nada quanto eu?
será que existe alguém tão com o futuro tão promissor quanto eu?
será que existe alguém tão incapaz de por idéias em prática quanto eu?
será que existe alguém tão sonhador quanto eu?
sou uma merda humana
que dia é hoje?
nem lembro mais
quinta feira?
que horas acordei?
4?
que horas vou dormir?
6?
que fiz ontem?
que vou fazer amanhã?
novamente espararei pelo domingo quando comprarei os jornais e procurarei emprego sem achar merda nenhuma
novamente ficar o dia inteiro
sentindo o cheiro inodoro de meu nariz
sentindo o gosto insípido de minha boca
vendo a cor incolor de meus olhos
tenho olhos?
por que ninguém nunca me disse?
ninguém nunca me diz nada
há alguma diferença entre ser branco ou negro
e eu sou qual deles?
sou branco de alma negra ou negro de alma branca?
cinza de alma cinza?
sou cinzas e quando morrer me transformarei em herói
e lembrarão de minhas filosofias
e lerão meus poemas
e todas as garotas vão me desejar
e meus parentes chorarão por mim [mesmo que de mentirinha]
e meu amigos me convidarão para ir na casa deles e se oferecerão para vir na minha
e certas garotas vão dizer embora você seja feio e pobre eu te amo porque você tem algo interessante na cabeça descontando os cabelos e dentes terríveis
qual a merda de minha missão?
não se deve revelar planos e revelei um sem querer mas não faz mal
graças a Deus que acabou a página
será que existe alguém tão que não faz nada quanto eu?
será que existe alguém tão que nunca fez nada quanto eu?
será que existe alguém tão com o futuro tão promissor quanto eu?
será que existe alguém tão incapaz de por idéias em prática quanto eu?
será que existe alguém tão sonhador quanto eu?
sou uma merda humana
que dia é hoje?
nem lembro mais
quinta feira?
que horas acordei?
4?
que horas vou dormir?
6?
que fiz ontem?
que vou fazer amanhã?
novamente espararei pelo domingo quando comprarei os jornais e procurarei emprego sem achar merda nenhuma
novamente ficar o dia inteiro
sentindo o cheiro inodoro de meu nariz
sentindo o gosto insípido de minha boca
vendo a cor incolor de meus olhos
tenho olhos?
por que ninguém nunca me disse?
ninguém nunca me diz nada
há alguma diferença entre ser branco ou negro
e eu sou qual deles?
sou branco de alma negra ou negro de alma branca?
cinza de alma cinza?
sou cinzas e quando morrer me transformarei em herói
e lembrarão de minhas filosofias
e lerão meus poemas
e todas as garotas vão me desejar
e meus parentes chorarão por mim [mesmo que de mentirinha]
e meu amigos me convidarão para ir na casa deles e se oferecerão para vir na minha
e certas garotas vão dizer embora você seja feio e pobre eu te amo porque você tem algo interessante na cabeça descontando os cabelos e dentes terríveis
qual a merda de minha missão?
não se deve revelar planos e revelei um sem querer mas não faz mal
graças a Deus que acabou a página
segunda-feira, 30 de julho de 2007
aqui na pobreza de sempre vou escrevendo mais um poemito
para dizer que entre outras coisas fico triste de ficar contente vivendo na pobreza
essa merda aqui faria um humilde holandês mudar de idéia
e para piorar as coisas não tenho trabalho, não estudo e nem me diverto com nada
sou pobre
sim, sou pobre
e isso vai acabar me deixando louco
por ser um pobre incapaz de deixar de ser pobre
muitas coisas que eu já deveria ter feito ainda não fiz
por ser pobre? em parte
e quando vou começar a fazer?
ah, só Deus sabe...
se é que vou fazer
os videntes dizem que o futuro será bom para todo mundo
capaz de eu ser mendigo na próxima década
quando viverei meus anos vintes
e os anos trintas serão no século vinte-e-hum
que nem sequer existirá, porra!*
tenho dez anos para me realizar
quem sabe ao mesmo tempo em que guerrilho
e algumas horas para desfrutar de meu iate
virgem santa, tem espaço para mujer aí?
talvez eu deva começar antes do final da década
como?
descolando um trampo
ah, sei
*Eu sempre vivi com a idéia de que o mundo iria acabar, por ordem do Nostradamus, e não fazia planos além do ano 2000. Por isso ficava desesperado em já realizar todos os meus projetos antes de completar 30 anos.
Este conto também não tinha título. Depois batizei "Vila Holanda", em seguida "Vi" [?] e finalmente ficou como "Conjunto Habitacional Vila Holanda".
para dizer que entre outras coisas fico triste de ficar contente vivendo na pobreza
essa merda aqui faria um humilde holandês mudar de idéia
e para piorar as coisas não tenho trabalho, não estudo e nem me diverto com nada
sou pobre
sim, sou pobre
e isso vai acabar me deixando louco
por ser um pobre incapaz de deixar de ser pobre
muitas coisas que eu já deveria ter feito ainda não fiz
por ser pobre? em parte
e quando vou começar a fazer?
ah, só Deus sabe...
se é que vou fazer
os videntes dizem que o futuro será bom para todo mundo
capaz de eu ser mendigo na próxima década
quando viverei meus anos vintes
e os anos trintas serão no século vinte-e-hum
que nem sequer existirá, porra!*
tenho dez anos para me realizar
quem sabe ao mesmo tempo em que guerrilho
e algumas horas para desfrutar de meu iate
virgem santa, tem espaço para mujer aí?
talvez eu deva começar antes do final da década
como?
descolando um trampo
ah, sei
*Eu sempre vivi com a idéia de que o mundo iria acabar, por ordem do Nostradamus, e não fazia planos além do ano 2000. Por isso ficava desesperado em já realizar todos os meus projetos antes de completar 30 anos.
Este conto também não tinha título. Depois batizei "Vila Holanda", em seguida "Vi" [?] e finalmente ficou como "Conjunto Habitacional Vila Holanda".
domingo, 29 de julho de 2007
Choverá daqui a pouco
E pode ser que seus olhos cresçam nos meus
Seus olhos castanhos
"A tempestade que chega é da cor de seus olhos castanhos..."
A porta do meu quarto está trancada à chave
Não cairá uma tempestade
Mas antes de qualquer coisa
Passei pela rua onde eu morava
Onde eu tocava as mesmas músicas
E via as mesmas meninas
E meus gozos tinham a mesma intensidade
Minha tempestade é da cor de seus cabelos castanhos
Você chorou?
Por quê[m]?
Não sei se estou escrevendo bobeira
Mas vou continuar
Você chorou?
Por quê[m]?
Não sei se agarrar o seu corpo
Seria igual a garrar o corpo de qualquer outra mina
Mas seria muito gostoso, seria, seria, seria
E isso me lembra que no fim volto ao zero absoluto
Zero absoluto seria o título mas não tem mais título*
Ei, porra de gracinha!
Vem cá, vem
Vem cá e me dá
Um beijo na minha boca que lhe disse ontem uma pergunta sobre seu rosto
Seja mais uma língua a conhecer as profundezas da minha boca
Eu fico esperando pela sua língua e pela sua saliva
E quem sabe um dia
Eu tenha a fantástica visão do seu corpo nuzinho
Cheio da minha porra
*Aqui obtemos uma explicação. Eu não queria mais intitular meus contos e este deveria se chamar "Zero Absoluto", mas no livro coloquei o nome de "Céu Cinza".
Continuo não sabendo quem é a tal garota. Vou pesquisar em meus diários da época.
E pode ser que seus olhos cresçam nos meus
Seus olhos castanhos
"A tempestade que chega é da cor de seus olhos castanhos..."
A porta do meu quarto está trancada à chave
Não cairá uma tempestade
Mas antes de qualquer coisa
Passei pela rua onde eu morava
Onde eu tocava as mesmas músicas
E via as mesmas meninas
E meus gozos tinham a mesma intensidade
Minha tempestade é da cor de seus cabelos castanhos
Você chorou?
Por quê[m]?
Não sei se estou escrevendo bobeira
Mas vou continuar
Você chorou?
Por quê[m]?
Não sei se agarrar o seu corpo
Seria igual a garrar o corpo de qualquer outra mina
Mas seria muito gostoso, seria, seria, seria
E isso me lembra que no fim volto ao zero absoluto
Zero absoluto seria o título mas não tem mais título*
Ei, porra de gracinha!
Vem cá, vem
Vem cá e me dá
Um beijo na minha boca que lhe disse ontem uma pergunta sobre seu rosto
Seja mais uma língua a conhecer as profundezas da minha boca
Eu fico esperando pela sua língua e pela sua saliva
E quem sabe um dia
Eu tenha a fantástica visão do seu corpo nuzinho
Cheio da minha porra
*Aqui obtemos uma explicação. Eu não queria mais intitular meus contos e este deveria se chamar "Zero Absoluto", mas no livro coloquei o nome de "Céu Cinza".
Continuo não sabendo quem é a tal garota. Vou pesquisar em meus diários da época.
sábado, 28 de julho de 2007
Aqui na zona tem um rádio-gravador com uma fita tocando
Tocando uma música em homenagem à menina que agora sobrevoa-me
Levo alguns minutos para escrever um único verso
Não sei quantos minutos vai durar o vôo
Vôo
Vôo
Vôo
pontinhos brilhantes na sua face
passo as mãos em meus cabelos loiros e molhados
e penso naquilo... naquilo que há sob... sob seu couro
estive contente e sorri
sorri e deitei em minha cama na zona
deitei em minha cama na zona e pensei em seu couro
pensei em seu couro e quis tomar um choque elétrico
quis tomar um choque elétrico e até agora não pensei no gozo
Gozo? Gozo? Gozo? Gozo?
Seja qualquer casa gozada em que você estiver
Penso se você pensa ni mim...
Mmimm sempre dar tudo errado
Com migo sempre dá tudo wrong
Talvez não dê tudo errado assim, meu coração!
Puxa vida, que besta estou...
Mais besta do que o normal
Nem deu para a gente se beijarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Maish não faish mal
O primeiro poema é sempre tonto assim mesmo
Este poema foi o que sofreu mais nas mãos da editora. Eu resolvi intitulá-lo "RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR", mas depois mudei para "Zona". Quando fiz a única revisão que me foi permitida, coloquei um bilhete anexo na folha, com alguma alteração que eu havia feito. A editora não conseguiu entender minha letra, mas achou que aquele bilhete era o novo nome do poema, que foi publicado com o título "Pedotrofia Anexa à Zona". Outra alteração que a editora fez foi dividir este poema em estrofes, pois acharam que ele não deveria ter este formato de uma única estrofe. Este poema me fez perceber o quanto aquela maldita editora desrespeitava seus autores, interessada apenas em sugar todo nosso dinheiro.
E por qual motivo eles me permitiram apenas uma única revisão? Porque me disseram que daria muito trabalho mudar as "placas de chumbo" da impressão. Acharam que eu era tão imbecil que não sabia que já naquela época [1990] não se fazia mais esse tipo de impressão, mas sim através de computador.
Detalhe pessoal: não me lembro quem é a tal garota que me motivou a escrever este poema. Em 1989, não me lembro de ter me apaixonado por ninguém, embora tenha beijado umas três garotas.
Tocando uma música em homenagem à menina que agora sobrevoa-me
Levo alguns minutos para escrever um único verso
Não sei quantos minutos vai durar o vôo
Vôo
Vôo
Vôo
pontinhos brilhantes na sua face
passo as mãos em meus cabelos loiros e molhados
e penso naquilo... naquilo que há sob... sob seu couro
estive contente e sorri
sorri e deitei em minha cama na zona
deitei em minha cama na zona e pensei em seu couro
pensei em seu couro e quis tomar um choque elétrico
quis tomar um choque elétrico e até agora não pensei no gozo
Gozo? Gozo? Gozo? Gozo?
Seja qualquer casa gozada em que você estiver
Penso se você pensa ni mim...
Mmimm sempre dar tudo errado
Com migo sempre dá tudo wrong
Talvez não dê tudo errado assim, meu coração!
Puxa vida, que besta estou...
Mais besta do que o normal
Nem deu para a gente se beijarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Maish não faish mal
O primeiro poema é sempre tonto assim mesmo
Este poema foi o que sofreu mais nas mãos da editora. Eu resolvi intitulá-lo "RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR", mas depois mudei para "Zona". Quando fiz a única revisão que me foi permitida, coloquei um bilhete anexo na folha, com alguma alteração que eu havia feito. A editora não conseguiu entender minha letra, mas achou que aquele bilhete era o novo nome do poema, que foi publicado com o título "Pedotrofia Anexa à Zona". Outra alteração que a editora fez foi dividir este poema em estrofes, pois acharam que ele não deveria ter este formato de uma única estrofe. Este poema me fez perceber o quanto aquela maldita editora desrespeitava seus autores, interessada apenas em sugar todo nosso dinheiro.
E por qual motivo eles me permitiram apenas uma única revisão? Porque me disseram que daria muito trabalho mudar as "placas de chumbo" da impressão. Acharam que eu era tão imbecil que não sabia que já naquela época [1990] não se fazia mais esse tipo de impressão, mas sim através de computador.
Detalhe pessoal: não me lembro quem é a tal garota que me motivou a escrever este poema. Em 1989, não me lembro de ter me apaixonado por ninguém, embora tenha beijado umas três garotas.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Como não podia deixar de ser
começo mais um poema
com o pronome pessoal da primeira pessoa do singular.
Eu.
Por que escrevo sempre sobre mim?
Porque não há mais ninguém para quem eu possa escrever.
EU sofro
sempre.
EU sofro
todo o tempo.
Por mim, por pessoas e por coisas.
Mas tudo tem cara de objeto.
Quem estará lendo este poema?
Como sou heterossexual
vejo uma garota e tenho vontade de fodê-la.
E logo depois, se ela for bonita,
fico apaixonado.
Eh, porra de estrofe desengonçada!
Sofro por meus poemas e por meu poemas
estúpidos.
Filho da puta
eu seria...
Quando eu seria filho da puta?
Enlouquei!
Só me resta
implorar
pela sua bunda.
Mas ficarei feliz mesmo com a boceta.
A-ha!
Minha intuição me diz que você está esfregando o clitóris pensando em mim.
Obrigado.
Provavelmente, originalmente este poema não tinha título. Entrou no livro como "Quando eu seria filho da puta?"
começo mais um poema
com o pronome pessoal da primeira pessoa do singular.
Eu.
Por que escrevo sempre sobre mim?
Porque não há mais ninguém para quem eu possa escrever.
EU sofro
sempre.
EU sofro
todo o tempo.
Por mim, por pessoas e por coisas.
Mas tudo tem cara de objeto.
Quem estará lendo este poema?
Como sou heterossexual
vejo uma garota e tenho vontade de fodê-la.
E logo depois, se ela for bonita,
fico apaixonado.
Eh, porra de estrofe desengonçada!
Sofro por meus poemas e por meu poemas
estúpidos.
Filho da puta
eu seria...
Quando eu seria filho da puta?
Enlouquei!
Só me resta
implorar
pela sua bunda.
Mas ficarei feliz mesmo com a boceta.
A-ha!
Minha intuição me diz que você está esfregando o clitóris pensando em mim.
Obrigado.
Provavelmente, originalmente este poema não tinha título. Entrou no livro como "Quando eu seria filho da puta?"
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Minhas unhas estão tão roídas de ouvir revemétal
E enquanto penso nalgum verso bom fico escrevendo essas bostas
Unhas eu rôo desde sempre, vício horrível
Revemétal ouço pouco
Nos ontens da vida... como posso terminar esse verso?
Minha concentração poética já era
Quem mandou ficar-me tanto tempo sem escrever?*
Mas é que pintam coisas e eu fico com comichão para escrever
Poesias... ou poemas?
Nos ontens da vida é um verso tão constante, vive nos ontens da vida
Me... Me? A gente não fala mê, mas mi
Me surge alguém anti-poética mi lembrando os nomes de palavrões
Boceta bem à mostra, endurecer [acredita que só errei agora?]
Troquei o n pelo r
Boceta bem à mostra, endurecendo
Na verdade troquei foi a palavra
Boceta bem à mostra, endurecendo meu pau
Pau, pal, paw, pow
Estou há meses, mais de um ano talvez, devaneando por esta boceta
De pelos pretos se houver pelos, mas deve haver, mesmo poucos
Não sei se vou lembrar de vestir camisinha
Introduzir El Toro e depois cuspir a tripa da barata junto com o gozo
Gozo é umapalavra muito fraca para a explosão nuclear psicológica
Explosão nuclear fisiológica
E aquela bunda continua a melhor da região, com um cu prontinho
Para receber El Toro
Ah, me dá o cu, pelo amor de Deus!
Que Deus me perdoe se for pecado, mas não provocando dor não é
E acho que é um cu acostumadíssimo
Há algo no ar, uma coisa poética, não consigo captar, mas deixa
Meu corpo está prontinho para você lamber inteiro
*Eu havia submetido meus poemas à apreciação de um poeta, amigo de minha mãe, que me disse: "Seus poemas são bons, mas apure-os ainda mais". Entendi aquilo como uma crítica muito dura e parei de escrever por um bom tempo.
Quando voltei a escrever, ainda em 1989, inaugurei um estilo anárquico, que perdura até hoje.
Para o livro, intitulei este poema "Pau, Pal, Paw, Pow", mas acredito que originalmente não possuía título. Curiosamente, surgiu outro título, durante a publicação: "Alguém Anti-Poética". Um dos inúmeros erros de edição inexplicáveis cometidos pela Ateniense. Quando reclamei com a editora, ela respondeu: "São erros que não alteram os poemas".
E enquanto penso nalgum verso bom fico escrevendo essas bostas
Unhas eu rôo desde sempre, vício horrível
Revemétal ouço pouco
Nos ontens da vida... como posso terminar esse verso?
Minha concentração poética já era
Quem mandou ficar-me tanto tempo sem escrever?*
Mas é que pintam coisas e eu fico com comichão para escrever
Poesias... ou poemas?
Nos ontens da vida é um verso tão constante, vive nos ontens da vida
Me... Me? A gente não fala mê, mas mi
Me surge alguém anti-poética mi lembrando os nomes de palavrões
Boceta bem à mostra, endurecer [acredita que só errei agora?]
Troquei o n pelo r
Boceta bem à mostra, endurecendo
Na verdade troquei foi a palavra
Boceta bem à mostra, endurecendo meu pau
Pau, pal, paw, pow
Estou há meses, mais de um ano talvez, devaneando por esta boceta
De pelos pretos se houver pelos, mas deve haver, mesmo poucos
Não sei se vou lembrar de vestir camisinha
Introduzir El Toro e depois cuspir a tripa da barata junto com o gozo
Gozo é umapalavra muito fraca para a explosão nuclear psicológica
Explosão nuclear fisiológica
E aquela bunda continua a melhor da região, com um cu prontinho
Para receber El Toro
Ah, me dá o cu, pelo amor de Deus!
Que Deus me perdoe se for pecado, mas não provocando dor não é
E acho que é um cu acostumadíssimo
Há algo no ar, uma coisa poética, não consigo captar, mas deixa
Meu corpo está prontinho para você lamber inteiro
*Eu havia submetido meus poemas à apreciação de um poeta, amigo de minha mãe, que me disse: "Seus poemas são bons, mas apure-os ainda mais". Entendi aquilo como uma crítica muito dura e parei de escrever por um bom tempo.
Quando voltei a escrever, ainda em 1989, inaugurei um estilo anárquico, que perdura até hoje.
Para o livro, intitulei este poema "Pau, Pal, Paw, Pow", mas acredito que originalmente não possuía título. Curiosamente, surgiu outro título, durante a publicação: "Alguém Anti-Poética". Um dos inúmeros erros de edição inexplicáveis cometidos pela Ateniense. Quando reclamei com a editora, ela respondeu: "São erros que não alteram os poemas".
terça-feira, 24 de julho de 2007
Tente Encontrar a Terceira Margem
Formas
de vida
e de morte ilusória.
Ilusória.
Tanta ilusão chega à loucura.
Quando não encontra a minha barreira...
Razão
Tão boba.
Reverto a razão para a
realização.
Presente.
Que é um respingo do passado
e do futuro
formando uma nuvem radioativa
destruindo minha
minha
minha criancice.
Tempos animais,
Tempos animais começaram a fervilhar
patos.
Patos?
Não sei quando, sei lá:
Mas depois e muito depois depois
- e depois das dores -
lã de ovelhas!
Lã de ovelhas nas alergias de sons... sons... sons...
Que não passam de barulho.
É,
para onde vou,
sem esperança nem filmes,
nem festivais estivais de
Vaga-Lumes
que não economizam energia
por serem patriotas.
Nojento
verme rasteiro e nojento
que é essa vida débil mental de i
magens -
na terceira margem do rio estou te esperando!
Venenos
me dê para beber [os diferentes]
para que eu te esqueça
até o momento de ter certeza.
Eu sei que você me ouve.
Eiu sei que você lê o que escrevo.
Não adianta fingir que não ouve ou liga.
Liga...
Descubra um telefone onde eu esteja,
veja na lista,
deve haver alguma coisa.
Pra quê?
Oh, que clichê mais besta.
O que faríamos nesta segunda-feira?
Talvez dormir junto.
Dormir mesmo, com os olhos fechados.
E meus olhos
estão substituindo todos os meus
outros sentidos.
Olhe para mim de verdade!
de vida
e de morte ilusória.
Ilusória.
Tanta ilusão chega à loucura.
Quando não encontra a minha barreira...
Razão
Tão boba.
Reverto a razão para a
realização.
Presente.
Que é um respingo do passado
e do futuro
formando uma nuvem radioativa
destruindo minha
minha
minha criancice.
Tempos animais,
Tempos animais começaram a fervilhar
patos.
Patos?
Não sei quando, sei lá:
Mas depois e muito depois depois
- e depois das dores -
lã de ovelhas!
Lã de ovelhas nas alergias de sons... sons... sons...
Que não passam de barulho.
É,
para onde vou,
sem esperança nem filmes,
nem festivais estivais de
Vaga-Lumes
que não economizam energia
por serem patriotas.
Nojento
verme rasteiro e nojento
que é essa vida débil mental de i
magens -
na terceira margem do rio estou te esperando!
Venenos
me dê para beber [os diferentes]
para que eu te esqueça
até o momento de ter certeza.
Eu sei que você me ouve.
Eiu sei que você lê o que escrevo.
Não adianta fingir que não ouve ou liga.
Liga...
Descubra um telefone onde eu esteja,
veja na lista,
deve haver alguma coisa.
Pra quê?
Oh, que clichê mais besta.
O que faríamos nesta segunda-feira?
Talvez dormir junto.
Dormir mesmo, com os olhos fechados.
E meus olhos
estão substituindo todos os meus
outros sentidos.
Olhe para mim de verdade!
segunda-feira, 23 de julho de 2007
E Deito na Cama Perdida no Espaço de Sempre
Neblinas.
Imagens.
O lar me esperou.
Deito em minha cama
E imagens sobrevoam-me.
Escrevo algo,
Meu corpo fantasia o seu
E entra em erupção.
Mais uma vez:
Sou aquele inseto
Sem futuro.
Nada mais que sofrimento.
Mais uma vez:
Loucura consciente.
E não surge mais nada em meu cérebro...
A não ser que
Ela é mais uma daquelas que
Jamais vão saber que se transformaram
Em poema...
Imagens.
O lar me esperou.
Deito em minha cama
E imagens sobrevoam-me.
Escrevo algo,
Meu corpo fantasia o seu
E entra em erupção.
Mais uma vez:
Sou aquele inseto
Sem futuro.
Nada mais que sofrimento.
Mais uma vez:
Loucura consciente.
E não surge mais nada em meu cérebro...
A não ser que
Ela é mais uma daquelas que
Jamais vão saber que se transformaram
Em poema...
sábado, 21 de julho de 2007
Versos
Uma palavra designa algo.
Não sei o que significa.
Mas é algo: vida.
Uns choram. Outros sorriem.
Diante dela, a vida.
De onde veio? Para onde vai?
Tem o Deus – inexplicável.
Tem o Universo – misterioso.
Tem o Homem – complexo.
Eu acordo às 7 horas.
Depois de dormir.
Às vezes sonho.
São sempre os mesmos sonhos, desde criança.
Muito variados, mas sempre os mesmos.
São sempre outras dimensões
De lugares comuns.
Muitos deles são fantasmagóricos.
Muitos deles são com pessoas fantasmagóricas.
E muito são com pessoas
Que vivem em meus sentimentos fantasmagóricos.
Eu adorava ser criança.
Só brincadeiras inocentes.
Mas hoje são brincadeiras criminosas.
As surras.
O egoísmo condenado pelo Carma.
Lembro-me de tudo isso.
Mas também me lembro
De minhas viagens solitárias
Àquela rasteira e introspectiva vegetação.
Vivo numa das maiores cidades do mundo.
Desgraça urbana.
Ela sempre me enlouquece.
Porque nasci nela?
Mesmo que não tivesse nascido
Acabaria migrando.
Meus pais não nasceram aqui.
Meus avós não nasceram aqui.
Se eu tiver, onde vão nascer meus filhos?
Pego o ônibus às 7 e 50.
Escrevo poemas.
Falam de tudo que lembro.
Divisão política.
Injustiça.
Capitalismo.
Ameaça nuclear.
Devastação da natureza.
Poluição.
Cretinos militares.
Cretinos religiosos.
Povo burro.
Subdesenvolvimento.
Fome.
Desemprego.
Migração.
Corrupção.
Pistoleiros.
Mordomias.
A cidade é imunda.
O povo é porco.
Ruas sem asfalto.
Ruas esburacadas.
Mendigos.
Ladrões.
Poluição, poluição, poluição.
Chego em casa e ouço música da boa.
Para esquecer a ignorância
Que é 90% do planeta.
Minhas pernas doem.
Não descanso o suficiente.
Continuo sem nada nem ninguém.
Amaria amar e ser amado de volta,
Sem infidelidade.
E fazer muito sexo.
Sexo com uma garota.
Não faço o tipo de nenhuma.
É uma pena – que posso fazer?
Resta-me sofrer.
Minha vida é só isso. Só.
Só. Uma grande palavra.
Tudo a ver com vida.
A cada dia sinto que sou desprovido de vida.
Todos têm vida.
Menos eu.
Recentemente criticaram-me.
Por coisas tolas, mas que me deixaram triste.
Por viver no meio de pessoas estúpidas.
Que eu não gostaria que lessem meus poemas.
Nada que faço me faz sentir vivo.
Trabalho, sinto fome.
Como as costumeiras porcarias.
Cago.
Passo o tempo com berebas.
Bato uma punheta.
Pego no pênis.
E fricciono para cima e para baixo.
Vendo fotos ou fantasiando mulheres.
Orgasmo – um sentimento artificial.
Eu era meio vivo na adolescência,
Quando descobri o orgasmo.
Tinha esperanças de viver após os 18.
Mas nada aconteceu.
O que é o beijo?
Sexo de línguas sem transmissão de energia.
Nenhum orgasmo.
Dialoguei com ela.
Ela parecia um líquido.
Foda-se.
Ela não quis receber minha esporra
No fundo de sua boceta.
Digo-lhe um “Adeus...”
Mas ouço músicas...
E músicas... músicas... músicas...
Não sei o que significa.
Mas é algo: vida.
Uns choram. Outros sorriem.
Diante dela, a vida.
De onde veio? Para onde vai?
Tem o Deus – inexplicável.
Tem o Universo – misterioso.
Tem o Homem – complexo.
Eu acordo às 7 horas.
Depois de dormir.
Às vezes sonho.
São sempre os mesmos sonhos, desde criança.
Muito variados, mas sempre os mesmos.
São sempre outras dimensões
De lugares comuns.
Muitos deles são fantasmagóricos.
Muitos deles são com pessoas fantasmagóricas.
E muito são com pessoas
Que vivem em meus sentimentos fantasmagóricos.
Eu adorava ser criança.
Só brincadeiras inocentes.
Mas hoje são brincadeiras criminosas.
As surras.
O egoísmo condenado pelo Carma.
Lembro-me de tudo isso.
Mas também me lembro
De minhas viagens solitárias
Àquela rasteira e introspectiva vegetação.
Vivo numa das maiores cidades do mundo.
Desgraça urbana.
Ela sempre me enlouquece.
Porque nasci nela?
Mesmo que não tivesse nascido
Acabaria migrando.
Meus pais não nasceram aqui.
Meus avós não nasceram aqui.
Se eu tiver, onde vão nascer meus filhos?
Pego o ônibus às 7 e 50.
Escrevo poemas.
Falam de tudo que lembro.
Divisão política.
Injustiça.
Capitalismo.
Ameaça nuclear.
Devastação da natureza.
Poluição.
Cretinos militares.
Cretinos religiosos.
Povo burro.
Subdesenvolvimento.
Fome.
Desemprego.
Migração.
Corrupção.
Pistoleiros.
Mordomias.
A cidade é imunda.
O povo é porco.
Ruas sem asfalto.
Ruas esburacadas.
Mendigos.
Ladrões.
Poluição, poluição, poluição.
Chego em casa e ouço música da boa.
Para esquecer a ignorância
Que é 90% do planeta.
Minhas pernas doem.
Não descanso o suficiente.
Continuo sem nada nem ninguém.
Amaria amar e ser amado de volta,
Sem infidelidade.
E fazer muito sexo.
Sexo com uma garota.
Não faço o tipo de nenhuma.
É uma pena – que posso fazer?
Resta-me sofrer.
Minha vida é só isso. Só.
Só. Uma grande palavra.
Tudo a ver com vida.
A cada dia sinto que sou desprovido de vida.
Todos têm vida.
Menos eu.
Recentemente criticaram-me.
Por coisas tolas, mas que me deixaram triste.
Por viver no meio de pessoas estúpidas.
Que eu não gostaria que lessem meus poemas.
Nada que faço me faz sentir vivo.
Trabalho, sinto fome.
Como as costumeiras porcarias.
Cago.
Passo o tempo com berebas.
Bato uma punheta.
Pego no pênis.
E fricciono para cima e para baixo.
Vendo fotos ou fantasiando mulheres.
Orgasmo – um sentimento artificial.
Eu era meio vivo na adolescência,
Quando descobri o orgasmo.
Tinha esperanças de viver após os 18.
Mas nada aconteceu.
O que é o beijo?
Sexo de línguas sem transmissão de energia.
Nenhum orgasmo.
Dialoguei com ela.
Ela parecia um líquido.
Foda-se.
Ela não quis receber minha esporra
No fundo de sua boceta.
Digo-lhe um “Adeus...”
Mas ouço músicas...
E músicas... músicas... músicas...
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Porcaria
Eu sou incompetetente.
O que fazer com meus sonhos?
Vou envelhecendo e continuo sem nada.
Puta merda, por que sou assim?
Será que vou morrer pobre e desconhecido?
Os dias e as noites passam, poluídos, e eu fico doente.
Não sei se está calor ou se está frio,
Não sei se os mosquitos do verão são os mesmos do inverno.
Minha tendência suicida está dando lugar à tendência homicida.
Cuidado comigo.
Já escrito numa máquina de escrever que comprei em 1989, obviamente este poema deve iniciar a maior fase dos poemas do "Suicídio Espiritual", escritos quando eu estava com 18 anos e atingi o auge da minha criação poética, que ocorreu até meus 23 anos. Após isto, com o fracasso do livro "Suicídio Espiritual", que não obteve repercussão junto ao grande público ou à grande imprensa, comecei a deixar a poesia de lado e passei a me dedicar mais à prosa.
Engraçado como já aos 18 anos estava preocupado por ser pobre e desconhecido. Se eu soubesse que chegaria os 36 anos neste mesmo estado...
Pensando bem, 18 ou 36 anos não significam nada.
O que fazer com meus sonhos?
Vou envelhecendo e continuo sem nada.
Puta merda, por que sou assim?
Será que vou morrer pobre e desconhecido?
Os dias e as noites passam, poluídos, e eu fico doente.
Não sei se está calor ou se está frio,
Não sei se os mosquitos do verão são os mesmos do inverno.
Minha tendência suicida está dando lugar à tendência homicida.
Cuidado comigo.
Já escrito numa máquina de escrever que comprei em 1989, obviamente este poema deve iniciar a maior fase dos poemas do "Suicídio Espiritual", escritos quando eu estava com 18 anos e atingi o auge da minha criação poética, que ocorreu até meus 23 anos. Após isto, com o fracasso do livro "Suicídio Espiritual", que não obteve repercussão junto ao grande público ou à grande imprensa, comecei a deixar a poesia de lado e passei a me dedicar mais à prosa.
Engraçado como já aos 18 anos estava preocupado por ser pobre e desconhecido. Se eu soubesse que chegaria os 36 anos neste mesmo estado...
Pensando bem, 18 ou 36 anos não significam nada.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
A
Eu tento
pensar
em alguma coisa interessante na vida.
Eu continuo achando a vida uma merda.
Tudo é tão ridículo!
O mundo é tão ridículo!
A vida é tão ridícula!
Escrevo um poema
para me livrar da tristeza.
O que eu quero?
Bem, eu devo continuar vivendo,
tolerando a vida,
porque se ela tiver alguma coisa boa
vou acabar
vivendo.
Isso me faz pensar uma coisa:
O que esperamos nessa merda de vida deve ser feito.
pensar
em alguma coisa interessante na vida.
Eu continuo achando a vida uma merda.
Tudo é tão ridículo!
O mundo é tão ridículo!
A vida é tão ridícula!
Escrevo um poema
para me livrar da tristeza.
O que eu quero?
Bem, eu devo continuar vivendo,
tolerando a vida,
porque se ela tiver alguma coisa boa
vou acabar
vivendo.
Isso me faz pensar uma coisa:
O que esperamos nessa merda de vida deve ser feito.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
título: NADA MAIS
Eu sou Rynaldo Papoy.
Escritor de clichês.
Escritor decadente.
Sedento de sexo.
FAMINTO de sexo.
Que vê garotas e fica de pau duro por elas.
Que revê garotas e fica bêbado por elas.
E nem preciso beber - é mole?
Mas o meu pau [pinto, rola, pica, qualquer coia] fica duríssimo
E aí eu cato uma revista que mostra [to show, em inglês] boce-
Tas arreganhadas e úmidas [sei lá se naturalmente].
Ah, Deus! Tem garotas que eu amo sem querer.
E as desejo. Muito. Muito mais do que muito.
E fico rezando para vós fazerdes com que elas
Entrem nessa porta lindas como sempre e
Gostosíssimas como sempre.
Para eu ficar junto a elas
Só beijando...
E nada mais importa
importa
importa
importa...
Escritor de clichês.
Escritor decadente.
Sedento de sexo.
FAMINTO de sexo.
Que vê garotas e fica de pau duro por elas.
Que revê garotas e fica bêbado por elas.
E nem preciso beber - é mole?
Mas o meu pau [pinto, rola, pica, qualquer coia] fica duríssimo
E aí eu cato uma revista que mostra [to show, em inglês] boce-
Tas arreganhadas e úmidas [sei lá se naturalmente].
Ah, Deus! Tem garotas que eu amo sem querer.
E as desejo. Muito. Muito mais do que muito.
E fico rezando para vós fazerdes com que elas
Entrem nessa porta lindas como sempre e
Gostosíssimas como sempre.
Para eu ficar junto a elas
Só beijando...
E nada mais importa
importa
importa
importa...
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Pelo céu/Existimos/Bêbado/Cabaço
Eu sou um raio amante
Vagando e perdido
sem destino
Pelo céu.
O Sol me queima.
Meu corpo sofre.
Procuro por você
Enquanto reflito...
existimos?
Às vezes
Viro este animal
bêbado
Pela sua imagem
Destroçando-me.
Eu quero te amar
Mas não quero gostar de você.
Perdoe-me
Se eu vomitar em sua cabeça.
cabaço
Eu não sei se você tem
Mas não importa mais.
Vou cair no mar.
No final de 1988 eu comecei, involuntariamente, a gostar de uma vizinha vagabunda que dava para qualquer um. E eu sofria porque gostar da última pessoa no mundo que você quer gostar é horrível. Mostrei este poema a ela, sem jamais imaginar que ela se identificaria. Mas ela se reconheceu e protestou contra o verso "Cabaço eu não sei se você tem..."
Vagando e perdido
sem destino
Pelo céu.
O Sol me queima.
Meu corpo sofre.
Procuro por você
Enquanto reflito...
existimos?
Às vezes
Viro este animal
bêbado
Pela sua imagem
Destroçando-me.
Eu quero te amar
Mas não quero gostar de você.
Perdoe-me
Se eu vomitar em sua cabeça.
cabaço
Eu não sei se você tem
Mas não importa mais.
Vou cair no mar.
No final de 1988 eu comecei, involuntariamente, a gostar de uma vizinha vagabunda que dava para qualquer um. E eu sofria porque gostar da última pessoa no mundo que você quer gostar é horrível. Mostrei este poema a ela, sem jamais imaginar que ela se identificaria. Mas ela se reconheceu e protestou contra o verso "Cabaço eu não sei se você tem..."
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Colegiais
O garoto entrou na escola
Em busca de conhecimento e garotas
Não conhecia ninguém
Sentou-se no fundo da classe
E ficou observando os novos rostos
Apareceu o primeiro professor
E começou a explicar como era chato
O garoto, às vezes, olhava a sua volta
Encontrou belos rostos não muito longe
E ficou contemplando-os
Abaixando o olhar para o seios
E para as coxas
Uma loirinha de belos olhos
Uma moreninha simpática
Uma outra bem sorridente
Todas eram bonitas
Mas havia uma
Que despertou a principal atenção do garoto
Ela não tinha o rosto tão belo
Mas seu corpo era uma maravilha
Era a garota mais gostosa
Que o garoto jamais tinha visto
Nos intervalos das aulas
Ela se levantava
E o garoto só imaginando
Como seria ótimo
Se pudesse devorar aquele corpo
"Que nádegas, que tudo!", pensava
Com o pênis cada vez mais ereto
E a pressão do jeans
Era quase masturbatória
Depois que as aulas do dia terminaram
O garoto seguia de perto a garota
Introduzindo imaginariamente
O pênis naquele ânus escondido pelas nádesgas
Vestidas por uma calcinha esticada
Até cada um seguir seu caminho
Não comeu e foi direto para o banheiro
Masturbou-se várias vezes
Quase transportando-se
Pela quinta dimensão
Ao corpo da garota
Agora o garoto não se preocupava mais com o conhecimento
Só lhe interessava a garota
No outro dia sentou-se por perto
Sentiu que ela não usava forte perfume
E era ótimo
Nem sempre perfume é favorável
No primeiro intervalo ela saiu e na volta
Cabelos esvoaçantes
Ornamentos prepotentes
Pela primeira vez o choque dos olhares
Em casa o garoto se olhou no espelho
Sim, seu corpo era suficiente
Para responder ao da garota
Não sonhava com outra coisa
Só queria possuí-la
No terceiro dia
Percebeu que o corpo dela
Transformava o rosto em mais belo
"Que professor idiota", comentou o garoto
Para começar a conversar
"É mesmo", respondeu a garota
E continuaram a conversar
O garoto sentiu que começava a ficar apaixonado
Será que ela namorava alguém?
Esperava que não, é lógico
No quarto dia ela estava de minissaia
Certo momento ela virou para falar com a colega
Que estava atrás dela
E o garoto viu sua calcinha de renda
Sobre os pelos púbicos
Seu coração bateu mais forte
O garoto quase perdeu a respiração
Nunca soube se foi de propósito
Não se sabe
Se uma mulher usa minissaia
Para mostrar as pernas, a calcinha
Ou às amigas que também usa minissaia
Naquela noite o garoto ficou com febre
No quinto dia ela o comprimentou com um beijo no rosto
"Nossa, como você está quente!"
"Estou doente"
"E veio na escola?"
"Você acha que ia ficar longe de você?", insinuou
Ela sorriu
Na sua imaturidade financeira
O garoto não a convidou para sair
No primeiro dia da seguinte semana
Ela o encontrou na padaria
E conversaram até que souberam
De seus descompromissos sentimentais
Cada vez mais íntimos no decorrer da semana
Eles ficavam no mesmo grupo
No quinto dia da semana
O garoto fez o primeiro carinho
Passou o final de semana em claro
Sonhando com aquele corpo dos Deuses
Estava muito próximo
Não há maior felicidade nessa idade
No primeiro dia da terceira semana
Ficou determinado
Um trabalho em grupo
O garoto olhou para a garota
Ela sorriu e convidou-o para integrar-se ao grupo
Não faziam o trabalho, somente olhavam-se
Reuniriam-se na casa dela
Chegou o dia do sábado
O garoto entrou recebido
Pela garota vestida de um short
Que era bem short
E uma camiseta sem manga
Onde via os mamilos na transparência
A garota estava só
E as outras integrantes não chegavam
Sentaram-se no sofá
E o som sintonizado
Ela falava sem importância
E ele olhava seu corpo com importância
Suas coxas
Seus seios enormes - bicos enormes
E o pênis ficando falo
Ela parou de falar e respondeu ao olhar
"Você gosta de mim"? perguntou ela
Dúvida: gosto dela ou só quero fodê-la
Os dois juntos
"Responde"
Eu quero toda sua alma
E todo o seu corpo
O sentimento do garoto
Ela se levanta e tira a roupa
O garoto permanece sentado
Ela leva os dedos até os lábios vaginais
E os abre
O garoto introduz a língua na vagina
Sabor de corpo
Sabor de vagina
Sabor de sexo feminino
Líquido vital do seu pecado
Pecado delicioso
Sexo da garota, chupado, lambido
Transformado em furor
Furor e calor
Furor e calor e explosão
Clitóris. Incandescente. Pulsante
Entala a vagina no pênis
Gozo. Paixão e o fim do início
Enquanto alimentava-se nos seios dela
As outras garotas chegam
As quatro abaixam as calças e levantam as saias
Estão todas sem calcinha
Elas não usam calcinha
Ficam esfregando a mão na vulva
E introduzindo os dedos na vagina
Assistindo o sexo do garoto e da garota
Ficam a olhar
O pênis do colega da classe
A dilacerar a vagina da amiga
Elas amam o pênis do colega
E amam a sua amiga
E como todas as mulheres são lésbicas
Vão chupá-la
Dividindo as atenções
Como pênis do colega
Lambuzado das secreções
Endurecido novamente
Fica diante das quatro bundas
Das amigas chupando sua garota
Vai até lá:
Deitado no sofá
Sua garota sentada em seu rosto
"Só os seus cus", avisa entre líquidos
E elas dividem o pau
Tomando no cu
Dor, gemidos, gritos
Prazer em dor
Dor de tanto prazer
No fim da tarde, transformam-se
Em animais, literalmente
O garoto, um leão
As garotas:
Leoas, onças, panteras
Enquanto isso, um grupo só de rapazes
Sentados no chão em roda:
Um batendo a punheta do outro
Em busca de conhecimento e garotas
Não conhecia ninguém
Sentou-se no fundo da classe
E ficou observando os novos rostos
Apareceu o primeiro professor
E começou a explicar como era chato
O garoto, às vezes, olhava a sua volta
Encontrou belos rostos não muito longe
E ficou contemplando-os
Abaixando o olhar para o seios
E para as coxas
Uma loirinha de belos olhos
Uma moreninha simpática
Uma outra bem sorridente
Todas eram bonitas
Mas havia uma
Que despertou a principal atenção do garoto
Ela não tinha o rosto tão belo
Mas seu corpo era uma maravilha
Era a garota mais gostosa
Que o garoto jamais tinha visto
Nos intervalos das aulas
Ela se levantava
E o garoto só imaginando
Como seria ótimo
Se pudesse devorar aquele corpo
"Que nádegas, que tudo!", pensava
Com o pênis cada vez mais ereto
E a pressão do jeans
Era quase masturbatória
Depois que as aulas do dia terminaram
O garoto seguia de perto a garota
Introduzindo imaginariamente
O pênis naquele ânus escondido pelas nádesgas
Vestidas por uma calcinha esticada
Até cada um seguir seu caminho
Não comeu e foi direto para o banheiro
Masturbou-se várias vezes
Quase transportando-se
Pela quinta dimensão
Ao corpo da garota
Agora o garoto não se preocupava mais com o conhecimento
Só lhe interessava a garota
No outro dia sentou-se por perto
Sentiu que ela não usava forte perfume
E era ótimo
Nem sempre perfume é favorável
No primeiro intervalo ela saiu e na volta
Cabelos esvoaçantes
Ornamentos prepotentes
Pela primeira vez o choque dos olhares
Em casa o garoto se olhou no espelho
Sim, seu corpo era suficiente
Para responder ao da garota
Não sonhava com outra coisa
Só queria possuí-la
No terceiro dia
Percebeu que o corpo dela
Transformava o rosto em mais belo
"Que professor idiota", comentou o garoto
Para começar a conversar
"É mesmo", respondeu a garota
E continuaram a conversar
O garoto sentiu que começava a ficar apaixonado
Será que ela namorava alguém?
Esperava que não, é lógico
No quarto dia ela estava de minissaia
Certo momento ela virou para falar com a colega
Que estava atrás dela
E o garoto viu sua calcinha de renda
Sobre os pelos púbicos
Seu coração bateu mais forte
O garoto quase perdeu a respiração
Nunca soube se foi de propósito
Não se sabe
Se uma mulher usa minissaia
Para mostrar as pernas, a calcinha
Ou às amigas que também usa minissaia
Naquela noite o garoto ficou com febre
No quinto dia ela o comprimentou com um beijo no rosto
"Nossa, como você está quente!"
"Estou doente"
"E veio na escola?"
"Você acha que ia ficar longe de você?", insinuou
Ela sorriu
Na sua imaturidade financeira
O garoto não a convidou para sair
No primeiro dia da seguinte semana
Ela o encontrou na padaria
E conversaram até que souberam
De seus descompromissos sentimentais
Cada vez mais íntimos no decorrer da semana
Eles ficavam no mesmo grupo
No quinto dia da semana
O garoto fez o primeiro carinho
Passou o final de semana em claro
Sonhando com aquele corpo dos Deuses
Estava muito próximo
Não há maior felicidade nessa idade
No primeiro dia da terceira semana
Ficou determinado
Um trabalho em grupo
O garoto olhou para a garota
Ela sorriu e convidou-o para integrar-se ao grupo
Não faziam o trabalho, somente olhavam-se
Reuniriam-se na casa dela
Chegou o dia do sábado
O garoto entrou recebido
Pela garota vestida de um short
Que era bem short
E uma camiseta sem manga
Onde via os mamilos na transparência
A garota estava só
E as outras integrantes não chegavam
Sentaram-se no sofá
E o som sintonizado
Ela falava sem importância
E ele olhava seu corpo com importância
Suas coxas
Seus seios enormes - bicos enormes
E o pênis ficando falo
Ela parou de falar e respondeu ao olhar
"Você gosta de mim"? perguntou ela
Dúvida: gosto dela ou só quero fodê-la
Os dois juntos
"Responde"
Eu quero toda sua alma
E todo o seu corpo
O sentimento do garoto
Ela se levanta e tira a roupa
O garoto permanece sentado
Ela leva os dedos até os lábios vaginais
E os abre
O garoto introduz a língua na vagina
Sabor de corpo
Sabor de vagina
Sabor de sexo feminino
Líquido vital do seu pecado
Pecado delicioso
Sexo da garota, chupado, lambido
Transformado em furor
Furor e calor
Furor e calor e explosão
Clitóris. Incandescente. Pulsante
Entala a vagina no pênis
Gozo. Paixão e o fim do início
Enquanto alimentava-se nos seios dela
As outras garotas chegam
As quatro abaixam as calças e levantam as saias
Estão todas sem calcinha
Elas não usam calcinha
Ficam esfregando a mão na vulva
E introduzindo os dedos na vagina
Assistindo o sexo do garoto e da garota
Ficam a olhar
O pênis do colega da classe
A dilacerar a vagina da amiga
Elas amam o pênis do colega
E amam a sua amiga
E como todas as mulheres são lésbicas
Vão chupá-la
Dividindo as atenções
Como pênis do colega
Lambuzado das secreções
Endurecido novamente
Fica diante das quatro bundas
Das amigas chupando sua garota
Vai até lá:
Deitado no sofá
Sua garota sentada em seu rosto
"Só os seus cus", avisa entre líquidos
E elas dividem o pau
Tomando no cu
Dor, gemidos, gritos
Prazer em dor
Dor de tanto prazer
No fim da tarde, transformam-se
Em animais, literalmente
O garoto, um leão
As garotas:
Leoas, onças, panteras
Enquanto isso, um grupo só de rapazes
Sentados no chão em roda:
Um batendo a punheta do outro
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Ser
Não importa quem sou.
Estou cansado de me imaginar como o rei do Universo.
Eu não passo de uma porra qualquer.
Não conheço pessoa mais insignificante.
Inteligente? Que graça... sou a desgraça.
O tempo passa e vou morrendo a cada dia.
O que será o futuro?
A mesma merda.
A mesma merda de sempre.
Há? Há algum lugar que eu não conheça
e não odeie?
Vou enlouquecendo a cada dia.
Vou morrendo...
O que importante?
Se eu não sou
O que pode ser?
O que pode ser?
ser?
Estou cansado de me imaginar como o rei do Universo.
Eu não passo de uma porra qualquer.
Não conheço pessoa mais insignificante.
Inteligente? Que graça... sou a desgraça.
O tempo passa e vou morrendo a cada dia.
O que será o futuro?
A mesma merda.
A mesma merda de sempre.
Há? Há algum lugar que eu não conheça
e não odeie?
Vou enlouquecendo a cada dia.
Vou morrendo...
O que importante?
Se eu não sou
O que pode ser?
O que pode ser?
ser?
domingo, 24 de junho de 2007
Adaçargne Otium é Adiv Atse
sexo anal. ejaculada no intestino. ai tetas saborelosas. bicões mamosos.
beijidas nas língüicas. e depois sexo oral. bebelas minhas esporras espúmicas.
e eu to cum fome, gemendo de fome, fome, fome, fome, fome.
No mundo só morte onde matam e morrem.
No mundo só humanos que escravizam humanos e eles morrem de fome.
Governo Sarney apóia Nobel para Irmã Dulce.
Chorem.
Chorar pela loucura.
Esta vida é muito engraçada.
Muito engraçada mesmo!
beijidas nas língüicas. e depois sexo oral. bebelas minhas esporras espúmicas.
e eu to cum fome, gemendo de fome, fome, fome, fome, fome.
No mundo só morte onde matam e morrem.
No mundo só humanos que escravizam humanos e eles morrem de fome.
Governo Sarney apóia Nobel para Irmã Dulce.
Chorem.
Chorar pela loucura.
Esta vida é muito engraçada.
Muito engraçada mesmo!
sábado, 23 de junho de 2007
1 Dia
Não existe mais nenhum "Eu te amo"
Isto que ouço me lembra, sou louco
Porque o vazio é pesado
Em meu crânio
Medonho é o nada
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
Não há mais língua
Não língua Não língua Não língua
... Não "Eu te amo"
Ser é não ser
Ser é ser absurdo
Sempre perco seus corpos
Cheios de almas que fazem sexo
Pelos escuros da claridade
do Sol apagado
pelas suas secreções vaginais
Não, eu te fodo
Só.
Tudo nessa existencia
Por quês não se ninguém sabes
Esses quês me tiram choros
Dos meus olhos arrancáveis
Nunca nunca nunca nunca
Eu te amo
Tudo nessa energia
Formadora dos tudos
Não penso mais no dinheiro
Somos simples insetos
Tudo nessa Universo
Onde mora Deus
Ou morando em Deus
Não meu cérebro
Mais uma vez entendi
uma garota com boceta pra meter
e bunda pra meter
Que tinha pelos pretos bastante e lindos com um aroma louco e lindo
A carne da vulva tão macia
Onde havia uma deliciosa fenda
Deliciosa
Boceta deliciosa
Boceta deliciosa
Boceta deliciosa
Não "Eu te amo"
amo"
Isto que ouço me lembra, sou louco
Porque o vazio é pesado
Em meu crânio
Medonho é o nada
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
O beijo
Não há mais língua
Não língua Não língua Não língua
... Não "Eu te amo"
Ser é não ser
Ser é ser absurdo
Sempre perco seus corpos
Cheios de almas que fazem sexo
Pelos escuros da claridade
do Sol apagado
pelas suas secreções vaginais
Não, eu te fodo
Só.
Tudo nessa existencia
Por quês não se ninguém sabes
Esses quês me tiram choros
Dos meus olhos arrancáveis
Nunca nunca nunca nunca
Eu te amo
Tudo nessa energia
Formadora dos tudos
Não penso mais no dinheiro
Somos simples insetos
Tudo nessa Universo
Onde mora Deus
Ou morando em Deus
Não meu cérebro
Mais uma vez entendi
uma garota com boceta pra meter
e bunda pra meter
Que tinha pelos pretos bastante e lindos com um aroma louco e lindo
A carne da vulva tão macia
Onde havia uma deliciosa fenda
Deliciosa
Boceta deliciosa
Boceta deliciosa
Boceta deliciosa
Não "Eu te amo"
amo"
sexta-feira, 22 de junho de 2007
The Cat
Há lesmas podres em meus cabelos loiros
Entrando no couro cabeludo
Poluindo meu cérebro mofado
Bosta sai pelos meus ouvidos
Meu globo ocular é ninho de insetos
Vomito pelas narinas
Vômito à base de enxofre
Este poema tornou-se a contra-capa do livro.
Entrando no couro cabeludo
Poluindo meu cérebro mofado
Bosta sai pelos meus ouvidos
Meu globo ocular é ninho de insetos
Vomito pelas narinas
Vômito à base de enxofre
Este poema tornou-se a contra-capa do livro.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
A Minha Parte
Todos me chamam de criança.
É a verdade.
Dizem para eu crescer.
Dizem para eu amadurecer.
Dizem para eu ser adulto.
Quem disse que eu quero?
Eu estou bem, assim mesmo.
Eu só não queria ser tão criança.
Muito medo.
O que haverá amanhã?
Será um dia estúpido como qualquer.
O que farei no sábado?
Escrever poemas - que mais?
Ficarei deprimido - que mais?
Nada mais - que mais?
Será
Que um dia
Essa chatice toda vai acabar?
Morrerei muito doente.
Como e respiro coisas podres.
Penso em coisas podres.
Humanos burros
Destroem as florestas e as águas.
Nosso ar é uma bosta.
E a guerra que virá
Será o ponto final.
O que fazer neste meio tempo?
28/10/88
Um dos primeiros poemas que datei.
É a verdade.
Dizem para eu crescer.
Dizem para eu amadurecer.
Dizem para eu ser adulto.
Quem disse que eu quero?
Eu estou bem, assim mesmo.
Eu só não queria ser tão criança.
Muito medo.
O que haverá amanhã?
Será um dia estúpido como qualquer.
O que farei no sábado?
Escrever poemas - que mais?
Ficarei deprimido - que mais?
Nada mais - que mais?
Será
Que um dia
Essa chatice toda vai acabar?
Morrerei muito doente.
Como e respiro coisas podres.
Penso em coisas podres.
Humanos burros
Destroem as florestas e as águas.
Nosso ar é uma bosta.
E a guerra que virá
Será o ponto final.
O que fazer neste meio tempo?
28/10/88
Um dos primeiros poemas que datei.
terça-feira, 19 de junho de 2007
...no frio... faz tempo que...
Lá estava eu sentado no chão perto do jardim da Estação Paraíso e imaginava se antes que você partisse pudesse me mandar alguns panos umedecidos com perfume de samambaia, daquelas que ficavam penduradas no teto do escritório do tio da sua colega que morreu de câncer; e os seus cabelos são sempre mais aparecidos que você e você nunca deixa de estar à frente atrás ou dos meus muitos lados - e eu sempre vou e depois volto, encontrando0-me com a circunferência do palanque onde se levam choques terríveis - e aí na cura das risadas insanas e insones de um livro na Avenida Paulista eu me desfaço de tudo o que for de outra cor que não seja a de suas sardas e seus dedos e seus cabelos.
Oh, Rynaldo, você está no lugar e tempo errado, o seu futuro não passará de merda, não diferente desse seu presente cômico e estúpido, você está perdido em tristezas, pensa em se matar mas não tem motivação para uma coisa tão simples, não consegue compreender suas paixões e no fundo nenhuma das duas vai querer abrir as pernas para você e se uma delas estivesse aqui namorando com você, enfiando a língua na sua boca e você lutando para passar as mãos nas tetinhas dela, não haveria uma gota de dinheiro para sair com ela, as garotas não esperam outra coisa dos rapazes que não for levá-las para danceterias, você sabe muito bem que mulheres são incapazes de amar, chegam em danceterias e estarão se aparecendo para outros rapazes, mas diga, Rynaldo, do fundo de seu coração [se é que você tem isso] se não daria tudo [se é que possui algo] para que aquela garotinha que você quase gosta estivesse aqui ao seu lado.
Você não sabe e isso é engraçado.
O que faria junto a ela?
O que conversariam?
Amar é uma puta vesteira.
E viver também é.
Você adoraria estar morto.
Deus, que angústia!
Eu não sei o que sinto nem sei o que faço para deixar de sentir o que não sei o que sinto.
Tentei ouvir música e não adiantou,
Tentei ver tv e piorou,
Tenter ler e não consegui,
Tentei ir lá fora e nada,
Não há uma gota de álcool
E fazer um poema nada resolveu.
Acho que este poema não tinha título, mas no livro aparece como "Vácuo". Só vou saber os poemas que têm títulos quando pegar minha pasta de poemas originais, em Osasco.
Lá estava eu sentado no chão perto do jardim da Estação Paraíso e imaginava se antes que você partisse pudesse me mandar alguns panos umedecidos com perfume de samambaia, daquelas que ficavam penduradas no teto do escritório do tio da sua colega que morreu de câncer; e os seus cabelos são sempre mais aparecidos que você e você nunca deixa de estar à frente atrás ou dos meus muitos lados - e eu sempre vou e depois volto, encontrando0-me com a circunferência do palanque onde se levam choques terríveis - e aí na cura das risadas insanas e insones de um livro na Avenida Paulista eu me desfaço de tudo o que for de outra cor que não seja a de suas sardas e seus dedos e seus cabelos.
Oh, Rynaldo, você está no lugar e tempo errado, o seu futuro não passará de merda, não diferente desse seu presente cômico e estúpido, você está perdido em tristezas, pensa em se matar mas não tem motivação para uma coisa tão simples, não consegue compreender suas paixões e no fundo nenhuma das duas vai querer abrir as pernas para você e se uma delas estivesse aqui namorando com você, enfiando a língua na sua boca e você lutando para passar as mãos nas tetinhas dela, não haveria uma gota de dinheiro para sair com ela, as garotas não esperam outra coisa dos rapazes que não for levá-las para danceterias, você sabe muito bem que mulheres são incapazes de amar, chegam em danceterias e estarão se aparecendo para outros rapazes, mas diga, Rynaldo, do fundo de seu coração [se é que você tem isso] se não daria tudo [se é que possui algo] para que aquela garotinha que você quase gosta estivesse aqui ao seu lado.
Você não sabe e isso é engraçado.
O que faria junto a ela?
O que conversariam?
Amar é uma puta vesteira.
E viver também é.
Você adoraria estar morto.
Deus, que angústia!
Eu não sei o que sinto nem sei o que faço para deixar de sentir o que não sei o que sinto.
Tentei ouvir música e não adiantou,
Tentei ver tv e piorou,
Tenter ler e não consegui,
Tentei ir lá fora e nada,
Não há uma gota de álcool
E fazer um poema nada resolveu.
Acho que este poema não tinha título, mas no livro aparece como "Vácuo". Só vou saber os poemas que têm títulos quando pegar minha pasta de poemas originais, em Osasco.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
posso tentar escrever o que sinto
mas o que sinto "são ingredientes"
como é a pré-paixão?
é a parte mais saborosa do amor
quando o coração faz ai ai
e não bate só por conveniência
com os pés no tapete macio
sozinho no quarto
dois travesseiros nas coxas
o caderno
barulho de folhas lá fora
e o rádio
e o rádio me dando vontade de continuar acordado
para que eu possa sonhar
será antítese?
antítese é o que dizeis
se me dormir terei visões [sonhos?]
#
finja estar um século antes para ouvir:
a energia do barulho das folhas
me deseja meus lábios
beijando extraindo seu sangue
seus lábios
#
de novo sou criança
que saboroso voltar ao passado
gosto e nem importa se eu gosto
gosto de gostar
se essa música fosse dimensão y
e me levasse até seus cabelos
que são da cor de seus olhos
que são da cor de seus cabelos
que são da cor de...
seus olhos são da cor de seus cabelos
e seus cabelos são da cor de seus olhos
você [também posso chamá-la de ela]
tem cores lindas
até suas pernas da cor perfeita
não sei mais o que escrever
não quero repeter fórmulas velhas e chatas
quero o jeito bem especial
de falar desse desejo infantil
de beijá-la furiosamente cheio de paixão
de dizer que gosto mas não paixão
infantilmente como é saboroso
#
quando olhei primeiro?
quando olhou primeiro?
nada mais raro no mundo
do que olhar-me-nos olhos
droga não há mais poderosa no mundo
do que olhar-nos-me olhos
se essa droga está nos livros de biologia
que dizem que faz apodrecer até nossas roupas
não sei-a-o-me-lhe-nos
o amor não é tão idiota
quanto a paixão que não é tão imbecil
quanto o gostar infantil
quando olhei
ela cantava o que pensava ser de sua fita
uma música que sempre encerava meus ouvids
e gostei mais ainda
cante mais, cante mais - diga a ela
que tesão saboroso - diga a ela
não se se me mudo
ou se me permaneço
só não quero parecer a criança
que gostava
como essa que ressuscitou em mim
dia a ela
que saboroso
que dá até dor de estômago
diga a ela que gosto dela
e que espero ela atrás da igreja
que besteira
ela nem fala comigo - que besteira
ela nem fala
oi - que horas são - empresta a borracha - tchau
eu já deveria estar dormindo
daqui sete horas [duas úteis, cinco dormindo]
verei-a novamente
é saboroso gostar de você [ela]
não acabou ainda:
andei pensando...
sei lá, vai, é besteira
Este poema é de 1988, quando eu estava com 17 anos. Nesta idade, verifiquei uma profunda alteração em meu estilo e estava muito influenciado por letras de rock, especialmente Legião Urbana e The Smiths [Morrissey], dos livros de Marcelo Rubens Paiva e também do romantismo, que eu aprendia na escola.
A garota a quem dedico este poema estudava comigo e durante o ano todo nunca nem olhou na minha cara, não sei porquê. Mas eu gostei dela por pouquíssimo tempo. Originalmente não tinha títulos, mas no livro saiu como "Uma Hora/Duas Horas/Três Horas/Quatro Horas".
mas o que sinto "são ingredientes"
como é a pré-paixão?
é a parte mais saborosa do amor
quando o coração faz ai ai
e não bate só por conveniência
com os pés no tapete macio
sozinho no quarto
dois travesseiros nas coxas
o caderno
barulho de folhas lá fora
e o rádio
e o rádio me dando vontade de continuar acordado
para que eu possa sonhar
será antítese?
antítese é o que dizeis
se me dormir terei visões [sonhos?]
#
finja estar um século antes para ouvir:
a energia do barulho das folhas
me deseja meus lábios
beijando extraindo seu sangue
seus lábios
#
de novo sou criança
que saboroso voltar ao passado
gosto e nem importa se eu gosto
gosto de gostar
se essa música fosse dimensão y
e me levasse até seus cabelos
que são da cor de seus olhos
que são da cor de seus cabelos
que são da cor de...
seus olhos são da cor de seus cabelos
e seus cabelos são da cor de seus olhos
você [também posso chamá-la de ela]
tem cores lindas
até suas pernas da cor perfeita
não sei mais o que escrever
não quero repeter fórmulas velhas e chatas
quero o jeito bem especial
de falar desse desejo infantil
de beijá-la furiosamente cheio de paixão
de dizer que gosto mas não paixão
infantilmente como é saboroso
#
quando olhei primeiro?
quando olhou primeiro?
nada mais raro no mundo
do que olhar-me-nos olhos
droga não há mais poderosa no mundo
do que olhar-nos-me olhos
se essa droga está nos livros de biologia
que dizem que faz apodrecer até nossas roupas
não sei-a-o-me-lhe-nos
o amor não é tão idiota
quanto a paixão que não é tão imbecil
quanto o gostar infantil
quando olhei
ela cantava o que pensava ser de sua fita
uma música que sempre encerava meus ouvids
e gostei mais ainda
cante mais, cante mais - diga a ela
que tesão saboroso - diga a ela
não se se me mudo
ou se me permaneço
só não quero parecer a criança
que gostava
como essa que ressuscitou em mim
dia a ela
que saboroso
que dá até dor de estômago
diga a ela que gosto dela
e que espero ela atrás da igreja
que besteira
ela nem fala comigo - que besteira
ela nem fala
oi - que horas são - empresta a borracha - tchau
eu já deveria estar dormindo
daqui sete horas [duas úteis, cinco dormindo]
verei-a novamente
é saboroso gostar de você [ela]
não acabou ainda:
andei pensando...
sei lá, vai, é besteira
Este poema é de 1988, quando eu estava com 17 anos. Nesta idade, verifiquei uma profunda alteração em meu estilo e estava muito influenciado por letras de rock, especialmente Legião Urbana e The Smiths [Morrissey], dos livros de Marcelo Rubens Paiva e também do romantismo, que eu aprendia na escola.
A garota a quem dedico este poema estudava comigo e durante o ano todo nunca nem olhou na minha cara, não sei porquê. Mas eu gostei dela por pouquíssimo tempo. Originalmente não tinha títulos, mas no livro saiu como "Uma Hora/Duas Horas/Três Horas/Quatro Horas".
domingo, 17 de junho de 2007
Interruptores
Sempre o amor
Sempre sempre nunca acaba
Sempre sempre nunca esqueço
Sempre sempre não me lembro
Sempre sempre não sei o que acaba e termina
Por que amor
E dizer que corro atrás de mim mesmo
E dizer que olho para meu cérebro
E dizer que sinto o cheiro de meu nariz
E dizer que sinto o gosto de minha língua
E dizer que inicia e começa
Tudo é sem graça
Quando se tem muito sentido
Tudo está como antes
O ruim e o bom de antes voltaram
Preservando novas bases
Estamos evoluindo
Este poema é baseado num poema de uma garota que eu gostava, na época, 1987.
Sempre sempre nunca acaba
Sempre sempre nunca esqueço
Sempre sempre não me lembro
Sempre sempre não sei o que acaba e termina
Por que amor
E dizer que corro atrás de mim mesmo
E dizer que olho para meu cérebro
E dizer que sinto o cheiro de meu nariz
E dizer que sinto o gosto de minha língua
E dizer que inicia e começa
Tudo é sem graça
Quando se tem muito sentido
Tudo está como antes
O ruim e o bom de antes voltaram
Preservando novas bases
Estamos evoluindo
Este poema é baseado num poema de uma garota que eu gostava, na época, 1987.
sábado, 16 de junho de 2007
Homem-Dinheiro
Precisamos de dinheiro
para comprar a vida,
para comprar ar impuro,
para comprar comida podre,
para comprar água suja,
para comprar calor quando é frio,
para comprar cama mole para descansar,
para comprar tratamento de saúde incompetente,
para comprar o professor burro,
para comprar a rua com ladrão,
para comprar serviço escravo,
para comprar dinheiro falso.
Ganhamos brindes:
um caixão para o fim da vida,
um descongestionante para o ar impuro,
um saco para vomitar a comida podre,
um penico para a diarréia da água suja,
um ventilador se ficar com calor,
um despertador para por ao lado da cama,
um guia de outros tratamentos incompetentes,
um livro quando o professor não souber,
um terço para rezar na rua,
uma pomada para passar nas costas,
uma ficha para ouvir uma piada.
Uma dúvida:
do que é feito dinheiro?
- Dinheiro é feito de papel.
O papel é comprado com dinheiro?
Não, o papel é comprado
com homo sapiens.
E quando acabar o H.S.?
Compramos de volta com papel.
Vivemos uma vida tão emocionante.
para comprar a vida,
para comprar ar impuro,
para comprar comida podre,
para comprar água suja,
para comprar calor quando é frio,
para comprar cama mole para descansar,
para comprar tratamento de saúde incompetente,
para comprar o professor burro,
para comprar a rua com ladrão,
para comprar serviço escravo,
para comprar dinheiro falso.
Ganhamos brindes:
um caixão para o fim da vida,
um descongestionante para o ar impuro,
um saco para vomitar a comida podre,
um penico para a diarréia da água suja,
um ventilador se ficar com calor,
um despertador para por ao lado da cama,
um guia de outros tratamentos incompetentes,
um livro quando o professor não souber,
um terço para rezar na rua,
uma pomada para passar nas costas,
uma ficha para ouvir uma piada.
Uma dúvida:
do que é feito dinheiro?
- Dinheiro é feito de papel.
O papel é comprado com dinheiro?
Não, o papel é comprado
com homo sapiens.
E quando acabar o H.S.?
Compramos de volta com papel.
Vivemos uma vida tão emocionante.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Pau
Vivemos brigando.
Brigando por tudo.
Brigamos até porque brigamos.
Prejudicando-me, declaro-lhe guerra.
Você prejudica meu bem, você prejudica meu mal.
Guerra sem batalha porque somos humanos.
Batalha sem guerra porque somos humanos.
Guerra sem batalha porque não somos humanos.
Batalha sem guerra porque não somos humanos.
Um homem não pode ver outro que já parte para a luta.
Inteligente que luta, ignorante que luta.
Inteligente que não luta, ignorante que não luta.
Coragem.
Um pássaro voava sobre Hiroshima.
Um pássaro voava sobre Nagasaki.
Um pássaro cagou uma bomba atômica.
Há um ser nazibundo que meus irmãos adoram.
Ele é o dono do nacional-socialismo.
Um atira daqui, outro atira dali e os miseráveis se vão.
Miseráveis contra miseráveis.
Vietnã: puta besteira.
E os reis ganham.
E os reis perdem.
O que é que ganham e o que é que perdem?
Diferentes guerreiam porque não se suportam.
O branco não vai com a cara do negro.
Eu não gosto de você.
O que deu em Deus para nos dar razão?
Caim lutou com Abel e Seth contou a história.
Deus não impediu que Caim matasse Abel.
Mas depois castigou Caim.
Se Deus criou tudo, Deus criou a cobra.
Vejam como são bonitos nossos brinquedos de guerrear.
O pai guerreou com a mãe na cama.
A mãe guerreou por nove meses.
É uma guerra para nascer o filho.
Ensine-o a guerrear.
Nas horas vagas, brinquem de guerrear.
Quando crescer, vá para as Forças Armadas
Lutar pelo seu país.
No segundo semestre de 1987, encasquetei de escrever um poema para cada assunto do mundo. Nem todos foram aproveitáveis. Este é sobre a guerra.
Quando mandei meus poemas para a editora independente que o publicou [bosta, merda, lixo!!!], eles fizeram, incompreensivelmente, várias alterações nas estruturas dos poemas, como separar este aqui em estrofes. No meu blog terei a chance de devolver o formato original aos poemas.
Brigando por tudo.
Brigamos até porque brigamos.
Prejudicando-me, declaro-lhe guerra.
Você prejudica meu bem, você prejudica meu mal.
Guerra sem batalha porque somos humanos.
Batalha sem guerra porque somos humanos.
Guerra sem batalha porque não somos humanos.
Batalha sem guerra porque não somos humanos.
Um homem não pode ver outro que já parte para a luta.
Inteligente que luta, ignorante que luta.
Inteligente que não luta, ignorante que não luta.
Coragem.
Um pássaro voava sobre Hiroshima.
Um pássaro voava sobre Nagasaki.
Um pássaro cagou uma bomba atômica.
Há um ser nazibundo que meus irmãos adoram.
Ele é o dono do nacional-socialismo.
Um atira daqui, outro atira dali e os miseráveis se vão.
Miseráveis contra miseráveis.
Vietnã: puta besteira.
E os reis ganham.
E os reis perdem.
O que é que ganham e o que é que perdem?
Diferentes guerreiam porque não se suportam.
O branco não vai com a cara do negro.
Eu não gosto de você.
O que deu em Deus para nos dar razão?
Caim lutou com Abel e Seth contou a história.
Deus não impediu que Caim matasse Abel.
Mas depois castigou Caim.
Se Deus criou tudo, Deus criou a cobra.
Vejam como são bonitos nossos brinquedos de guerrear.
O pai guerreou com a mãe na cama.
A mãe guerreou por nove meses.
É uma guerra para nascer o filho.
Ensine-o a guerrear.
Nas horas vagas, brinquem de guerrear.
Quando crescer, vá para as Forças Armadas
Lutar pelo seu país.
No segundo semestre de 1987, encasquetei de escrever um poema para cada assunto do mundo. Nem todos foram aproveitáveis. Este é sobre a guerra.
Quando mandei meus poemas para a editora independente que o publicou [bosta, merda, lixo!!!], eles fizeram, incompreensivelmente, várias alterações nas estruturas dos poemas, como separar este aqui em estrofes. No meu blog terei a chance de devolver o formato original aos poemas.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Espírito de Tamanduá
A luz ao se apagar
Não sabe se voltará a ser acesa
Quanta bebeira eu escrevo!*
Nesse meu cérebro
Só há a loucura**
Eu não tenho imaginação
Minha alimentação é na base
De gafanhotos e mel silvestre***
Gafanhotos têm sabor de solidão
Mel silverstre, do amor que jamais desfrutarei
Qual o segredo do mistério
Escondido na mentira?
A mentira é o segredo do mistério
Que se esconde na escuridão do fundo de seus olhos****
A treva da minha imbecilidade
Meu chinelo cuida da minha bronquite*****
Minhas cuecas me dão apoio emocional
Vivo enfiando minha língua nos formigueiros
Espírito de Tamanduá
Minha mãe teve um filho junto com meu pai******
Dedico esse poema a todos aqueles
Que sabem como é duro
Existir só para defecar e ouvir rádio
Comendo arroz doce
E de domingo, assistir ao Sílvio Santos*******
*Este poema comecei a escrever para ser entregue sob encomenda para uma garota que eu gostava, naquela época [1987] e a quem dediquei centenas de poemas. Mas assim que comecei a escrever, percebi que seria incapaz de escrever algo sério ["Quanta bobeira eu escrevo!"].
**Quando comecei a escrever poemas e letras de música, eu não tinha o hábito de pontuar os versos.
***Referência a minhas leituras bíblicas, que iniciei aos 11 ou 12 anos, após ganhar um "Novo Testamento" bilingue [dos "Guideões"], presenteado por meu tio Nelson. Como se sabe, o profeta João Batista alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
****Referência ao olhar profundamente negro da garota que eu gostava.
*****Doença que me acompanha desde o nascimento, hoje em dia chamada apenas "asma". Porém, minha asma é considerada bastante leve.
******Pelo fato de meus pais serem separados desde praticamente que eu nasci e sempre viverem em pé-de-guerra, sempre achei estranho que um dia aqueles dois já tivessem trocado momentos de afeto ou sexo.
*******Óbvia referência a minha avó Alda de Mouro Montarroios, falecida em 1994, que eu sempre achei que não fazia outra coisa na vida além de defecar, comer arroz doce e assistir ao Sílvio Santos.
Não sabe se voltará a ser acesa
Quanta bebeira eu escrevo!*
Nesse meu cérebro
Só há a loucura**
Eu não tenho imaginação
Minha alimentação é na base
De gafanhotos e mel silvestre***
Gafanhotos têm sabor de solidão
Mel silverstre, do amor que jamais desfrutarei
Qual o segredo do mistério
Escondido na mentira?
A mentira é o segredo do mistério
Que se esconde na escuridão do fundo de seus olhos****
A treva da minha imbecilidade
Meu chinelo cuida da minha bronquite*****
Minhas cuecas me dão apoio emocional
Vivo enfiando minha língua nos formigueiros
Espírito de Tamanduá
Minha mãe teve um filho junto com meu pai******
Dedico esse poema a todos aqueles
Que sabem como é duro
Existir só para defecar e ouvir rádio
Comendo arroz doce
E de domingo, assistir ao Sílvio Santos*******
*Este poema comecei a escrever para ser entregue sob encomenda para uma garota que eu gostava, naquela época [1987] e a quem dediquei centenas de poemas. Mas assim que comecei a escrever, percebi que seria incapaz de escrever algo sério ["Quanta bobeira eu escrevo!"].
**Quando comecei a escrever poemas e letras de música, eu não tinha o hábito de pontuar os versos.
***Referência a minhas leituras bíblicas, que iniciei aos 11 ou 12 anos, após ganhar um "Novo Testamento" bilingue [dos "Guideões"], presenteado por meu tio Nelson. Como se sabe, o profeta João Batista alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
****Referência ao olhar profundamente negro da garota que eu gostava.
*****Doença que me acompanha desde o nascimento, hoje em dia chamada apenas "asma". Porém, minha asma é considerada bastante leve.
******Pelo fato de meus pais serem separados desde praticamente que eu nasci e sempre viverem em pé-de-guerra, sempre achei estranho que um dia aqueles dois já tivessem trocado momentos de afeto ou sexo.
*******Óbvia referência a minha avó Alda de Mouro Montarroios, falecida em 1994, que eu sempre achei que não fazia outra coisa na vida além de defecar, comer arroz doce e assistir ao Sílvio Santos.
sábado, 14 de abril de 2007
No Além
Noite deserta e vazia
Um galo canta no além
Aquela mulher fazia
O que é proibido no além
Vocabulário estranho dizia
Que nem o homem do além
Olhando o pecado entendia
Enquanto um galo cantava no além
Criancinha alegre surgia
Em nove meses vinda do além
Malcriada, a mãe batia
Enquanto o pai voava no além
Depois o moleque batia
Com seus pensamentos no além
Sempre querendo num dia
Meter a cabeça no além
Trabalho e namoro surgia
A cabeça no além
De noite sempre ele via
Enquanto um galo cantava no além
Dinheiro e sexo queria
Cabeças ficam no além
No amor e fama de sua mente vazia
E o galo cantando no além
Esse foi um dos poemas que desapareceram durante o “Grande Incêndio”. Em 1987, eu tomei o fora de uma garota e fiquei com tanta raiva que queimei quase todos os meus poemas e letras, porque muitos falavam dela. Obviamente que me arrependi no dia seguinte. Alguns poemas eu não havia achado, enquanto outros eu havia decorado, como este, que, na verdade, escrevi como uma letra de música. Eu não tinha planos de inserir esta letra no meu livro. Fiz a pedido de minha mãe. Meu pai entra na história outra vez: ele havia feito uma canção romântica a partir da letra, criando uma música no estilo Nelson Gonçalves. Tempos depois, em 1996, Valdir Medori Jr., com quem eu tinha uma banda de rock, compôs uma bossa-nova. E até hoje eu não sei o que é que essas pessoas vêem em “No Além”.
Um galo canta no além
Aquela mulher fazia
O que é proibido no além
Vocabulário estranho dizia
Que nem o homem do além
Olhando o pecado entendia
Enquanto um galo cantava no além
Criancinha alegre surgia
Em nove meses vinda do além
Malcriada, a mãe batia
Enquanto o pai voava no além
Depois o moleque batia
Com seus pensamentos no além
Sempre querendo num dia
Meter a cabeça no além
Trabalho e namoro surgia
A cabeça no além
De noite sempre ele via
Enquanto um galo cantava no além
Dinheiro e sexo queria
Cabeças ficam no além
No amor e fama de sua mente vazia
E o galo cantando no além
Esse foi um dos poemas que desapareceram durante o “Grande Incêndio”. Em 1987, eu tomei o fora de uma garota e fiquei com tanta raiva que queimei quase todos os meus poemas e letras, porque muitos falavam dela. Obviamente que me arrependi no dia seguinte. Alguns poemas eu não havia achado, enquanto outros eu havia decorado, como este, que, na verdade, escrevi como uma letra de música. Eu não tinha planos de inserir esta letra no meu livro. Fiz a pedido de minha mãe. Meu pai entra na história outra vez: ele havia feito uma canção romântica a partir da letra, criando uma música no estilo Nelson Gonçalves. Tempos depois, em 1996, Valdir Medori Jr., com quem eu tinha uma banda de rock, compôs uma bossa-nova. E até hoje eu não sei o que é que essas pessoas vêem em “No Além”.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Colunáveis
Todos os seres humanos
Acordam com ramela no olho,
Tiram o ranho do nariz com o dedo,
Acordam com os dentes sujos
E bafo,
Fedem,
Se coçam,
Arrotam,
Cospem,
Peidam,
Cagam,
Passam o papel higiênico no cu para retirar o resto da merda.
Ninguém é tão belo a ponto de não ser humano.
Todos os seres humanos
Fazem coisas estúpidas,
Dizem coisas estúpidas,
Pensam coisas estúpidas.
Ninguém é tão nobre a ponto de ser inteligente.
Do livro "Suicídio Espiritual" [1993]. Este poema não está datado, mas presumo que tenha escrito no segundo semestre de 1987, quando eu procurava escrever um poema para cada "assunto" do mundo. Escolhi este poema a dedo para abrir o meu livro de poemas, gerando protestos de alguns puristas como pai que às vezes me pedia algum livro para oferecer aos seus e cortava este poema. Dizia que as pessoas tinham náuseas ao lê-lo.
Acordam com ramela no olho,
Tiram o ranho do nariz com o dedo,
Acordam com os dentes sujos
E bafo,
Fedem,
Se coçam,
Arrotam,
Cospem,
Peidam,
Cagam,
Passam o papel higiênico no cu para retirar o resto da merda.
Ninguém é tão belo a ponto de não ser humano.
Todos os seres humanos
Fazem coisas estúpidas,
Dizem coisas estúpidas,
Pensam coisas estúpidas.
Ninguém é tão nobre a ponto de ser inteligente.
Do livro "Suicídio Espiritual" [1993]. Este poema não está datado, mas presumo que tenha escrito no segundo semestre de 1987, quando eu procurava escrever um poema para cada "assunto" do mundo. Escolhi este poema a dedo para abrir o meu livro de poemas, gerando protestos de alguns puristas como pai que às vezes me pedia algum livro para oferecer aos seus e cortava este poema. Dizia que as pessoas tinham náuseas ao lê-lo.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
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Quem sou eu
- Rynaldo Papoy Papoy Rynaldo
- Tenho vários blogs. Veja a lista. Não sei porquê preciso dizer quem sou aqui, pois cada dia sou uma coisa que vou explicar em cada post. Mas no passado fui poeta, contista, dramaturgo, ator, diretor, músico, fanzineiro, tive um monte de sites, um monte de empregos e morei em um monte de lugares. Agora vivo em Guarulhos. Tenho uma filha de 10 anos chamada Lygia e um filho de 2, Pedro. Nos meus posts vou me lembrando das histórias de minha vida, ao mesmo tempo em que descrevo meu dia. Também vou colocar uns contos, poemas, etc. Adoro visitar e comentar blogs legais, curiosos, engraçados. Odeio blogs com poesiasinhas bestas e comentários de fatos que já estão sendo comentados pela imprensa. Também odeio os "zeladores", aqueles que ficam julgando os outros, determinando o que é certo e o que é errado, como se não tivessem travas em seus próprios olhos.
